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A dificuldade

Primeiro tão imperceptível, nem notamos. Os sintomas tão diversos que avaliamos como um simples desencontro. A cara tão bonita quem diria, era uma máscara. Melhor enfrentarmos um dragão ou até mesmo mil dragões, posto que sua aparência já se nos mostra como é de cara, o inimigo.
Erramos em alguma coisa? O nosso e o julgamento dos outros respondem que sim. Aliás, falando em julgamento, deveríamos termos saudades das dificuldades. Elas, se notarmos bem, também tem seus momentos de positividade: os amigos que se manifestam em apoio a nossa situação. Num crédito inabalável. Você descobre e encontra seus verdadeiros amigos. Gente que gosta de você e não do que você representa. Eles nesse momento nos proporciona um experimento de como agente se sente vendo o exercício da solidariedade e da ajuda vista do lado do necessitado. Mesmo você sendo parte em dificuldade, você se sente privilegiado e importante e enche sua alma de satisfação e de alegria que vem do ser lembrado. Que felicidade! Em substituição a vergonha de cair.
Não é fácil nos aproximarmos de quem está em dificuldades. É principalmente a transgressão da regra primeira da sociedade que nos manda sempre estarmos juntos dos de sucesso. E seus verdadeiros amigos não ligam para estas regras lhe proporcionando satisfação inesquecíveis que deixam saudades.
Os seus críticos com suas revoltas e com seus ataquem conseqüentes e muitas vezes inconseqüentes merecem compreensão porque apostavam tanto no seu potencial. E sentem-se como que também erraram. São os primeiros que estão lhe estendendo a mão.
A verdade e que você foi fisgado pela dificuldade como uma presa fácil. O importante é não temer e muito menos se achar incapaz de encontrar a saída. Enxergar que o dinheiro lhe faltou, num primeiro momento para saldar algumas contas. Depois, já com as contas todas desorganizadas, se lhe faltará para continuar com a mesma estrutura e por conseqüência lançar mão do primeiro até o último bem, não resolveu. Do lado da calçada que você anda, você já anda sozinho. Tchau restaurantes, tchau aniversários, tchau convites, tchau comentários de elogios, não tem mais para as roupas e já lhe falta ao pão.
Alguma coisa tem que ser feita. Você errou nisso, naquilo, naquilo outro, você não sabe, você não é mais capaz - como se capacidade fosse algo que se acabe. Não acreditam mais em você. – Fulano quem diria, todo na pose, agora está quebrado - dizem alguns pré-candidatos a inimigo. Os inimigos nem falamos estão em plena comemoração. Não percebem que você continua sendo o mesmo, mas falam tanto que você até já não se acha mais o mesmo. Seus pensamentos se bloqueiam e sua ânsia aumenta buscando coisa antes tão simples, hoje tão distantes e quase inatingíveis.
Lembra-se de que o sucesso financeiro é fugaz e descobre a fragilidade humana que não manda nem controla nada. Um barco a deriva ao sabor dos ventos que recebe o vislumbre da paisagem da vida como prêmio. Sente-se um protegido de Deus. Tanto quanto antes ou mais agora em dificuldade. Lembra-se também que o importante é o projeto humano, a família, a fé. Está convicto desde sempre.
Mas o que fazer? Se consultarmos ao Deus de todos nós. Ele falará no fundo do seu coração – Recomece, pois é no levantar que empreendemos nossas melhores forças, nos superamos. Disto; teremos também muita saudade.
Acredite, você dá certo!
E que as bênçãos do Grande Arquiteto do universo recaiam sempre, em qualquer situação, sobre todos nós.
 
Manuel Oliveira
Enviado por Manuel Oliveira em 04/11/2007
Código do texto: T723304
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Sobre o autor
Manuel Oliveira
Olinda - Pernambuco - Brasil, 62 anos
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