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O PRÍNCIPE E A DAMA DA NOITE

O PRÍNCIPE E A DAMA DA NOITE

Mário Osny Rosa

Era uma vez um príncipe encantado que vivia num castelo, sempre estava à procura de uma dama para sua companheira, vagava a noite por todo o reinado a procura de sua amada.
Pois ele sempre ouvia que existia uma tal de Dama da Noite e estava a sua procura, pretendia se casar com ela.
Depois de vagar quase por todo o reino, numa noite de lua cheia seu olfato percebe um perfume contagiante, quem pode estar exalando esse perfume pergunta para si próprio sai à procura, queria saber de onde vinha o tal perfume.
Encontra um pé de dama da noite e pergunta:
- Qual é o seu nome?
- Sou a dama da noite.
- Como Dama da Noite com essa beleza de flor escondida às vezes na escuridão da noite, como vão conhece-la?
- Os meus amantes ficam de vigia e quando abro numa noite como essa eles vem me visitar.
- E ainda mais tiram fotos para depois mostrar para os amantes de flores a minha beleza.
- Quero ser um de seus amantes me permite?
- Claro que sim, mas tem algumas regras para seres meu amante.
- Quais são as regras?
- As minhas flores só ficam abertas para o deleite de meus amantes uma noite, tem que ficar sempre alerta, para apreciar a minha grandeza. Não posso protelar minha abertura e logo na amanhecer estarei morta com se fosse um encanto.
- Quanta delicadeza só por uma flor?
- Sempre esteja atento quando vier me visitar traga uma filmadora, uma máquina fotográfica, de nada adiante no dia seguinte falar para seus amigos e amigas que viu uma flor muito linda e não poder mostrá-la.
- Então seus amantes são privilegiados?
- Claro que sim, só eles tem essa oportunidade, no dia seguinte só podem me ver murcha sem forças de me manter aberta já sou uma flor morta.
- Mas eu queria casar com você, como farei?
- Mas você é um príncipe encantado como vai casar comigo.
- Eu acho que você também é uma flor encantada tenho que achar uma maneira para terminar com seu encanto.
- Eu penso da mesma maneira que terminar com seu encanto, para vivermos uma vida a dois de amores eternos.
- Queria você ao meu lado e que todos admirassem sua beleza.
- Quem sabe isso um dia aconteça.
Nesse primeiro encontro que já ia pela madrugada, quase amanhecendo o dia a dama da noite fala:
- A beleza de hoje vai chegando ao fim já me sinto cansada sem forças para dialogar.
- Você vai morrer.
- Enquanto não descobrires uma maneira de me desencantar terás sempre esse desconsolo de ver-me só por uma noite.
- Não pode, não pode, não pode, isso, acontecer agora, logo em nosso primeiro contato, que te conheci.
Lá estava o príncipe encantado cabisbaixo triste sem saber o que fazer e a pensar:
- Quanta flor, nesse pé vai abrir nas demais noites de sua floração, como agir para desencanta-la.
A Dama da noite já sem forças exala seu último perfume encantador e sua pétala murcharem numa morte silenciosa sem gemido e o príncipe sai cabisbaixo pensando:
- O que vou fazer agora só resta uma lembrança, da sua beleza na minha memória, parece até que foi um sonho tudo o que aconteceu.
O príncipe voltou ao castelo e continuou a vagar pelo seu reino a espera de mais uma noite e encontrar a Dama da Noite.

Florianópolis, 07 de janeiro de 2004.
morja@intergate.com.br


 

Asor
Enviado por Asor em 16/11/2005
Código do texto: T72514
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Sobre o autor
Asor
São José - Santa Catarina - Brasil
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