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Ao amor que flagela. Ao tempo que cura!

  Caminhando sobre a praia, está um homem, e toda água daquele mar não pode umidecer seu interior.
  Se encontra tão perdido em sua mente que não percebe as gaivotas que voam mais a frente; não ouve o barulho das ondas que agora se derramam sob seus pés.
  Visita agora um lugar tão conhecido pelos não-amados que dos seus olhos brotam rios de água e sal.
  Sereias cantam à sua esquerda, acompanhadas pela sinfônia das mil gotas do oceano vermelho-sangue.
  E pensar que todo esse cenário foi preparado por um Ser tão parecido com todo mundo: unhas, pele, carne, cabelos... Mas que na visão de tão indefeso coração, tornou-se mais divino que qualquer deus do Olimpo.
  Paletó desajeitado, pés descalços, andar descompassado. O Sol deseja deitar, em luto, a noite já feita por esta criatura ofuscada de desejo.
  Volta pra casa. Toma um banho. Joga fora as lembranças daqueles olhos. Queima no banheiro imagens do que mais ama na vida. Rabisca ilusões outrora tão floridas. Vem o amor, e o faz chorar... Vem o tempo, e diz:"Tudo vai passar".
Allan Castro
Enviado por Allan Castro em 07/11/2007
Reeditado em 08/07/2009
Código do texto: T727423

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Sobre o autor
Allan Castro
Fortaleza - Ceará - Brasil, 30 anos
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Allan Castro