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M A D E I R A

 



Os artigos, os tratados, os livros, os estudos publicados das mais diversas formas, que dizem respeito a Amazônia, apresentam um quadro de inacreditável devastação, caso, é claro, não fosse de cruel realidade. Pinçados, apenas, um ou outro detalhe desses demonstrativos, só isso, basta para quantificarmos a pequenez humana,  a par das maravilhosas descobertas realizadas pelo homem nos campos das ciências e, mais recente, da informática. Em 2006, foram queimados mais de 26 mil quilômetros quadrados de floresta, o que representa uma área maior do que a da Bélgica.
Nesse imbróglio que envolve preservação e destruição das florestas mundiais, especialmente a Hiléia, a desqualificação mais branda que se pode atribuir a certas autoridades e outros mercadores, é a de hipócritas. E não nos restrinjamos às nacionais brasileiras. Se madeiras (animais, plantas, etc.) saem do Brasil ilegalmente, é óbvio que aportam em outras terras. Dessa forma, seria risível, e não menos asqueroso, quando ouvimos/lemos autoridades européias, norte-americanas e outras, dizerem-se chocadas com assas devastações. No entanto, mesquinhamente fecham os olhos ao fato de que dois terços de nossa madeira extraída ilegalmente são importados por seus países.
Madeira e devastação é o tema presente.  Se retrocedêssemos cinco séculos, veríamos que essas apropriações indébitas ocorreram com a prata, da América espanhola, com o ouro, o pau brasil e a borracha, do Brasil.
Num estudo encomendado pelo semanário The Economist, da Inglaterra, textualmente, na versão, está escrito:- “As instituições responsáveis pela proteção da floresta brasileira são débeis, mal coordenadas, corruptas e vulneráveis ao lobby dos fazendeiros e madeireiros”. Disse a atual (2007) ministra Marina Silva que o quadro da destruição da Amazônia é macabro. Eu reaproveito o termo, no feminino, externando que macabra é a situação infeliz dos corruptos e corruptores, pois não existiriam isoladamente. E mais, artigos nos moldes daquele do The Economist, deveriam direcionarem-se aos seus umbigos, porque, não houvesse a recepção de além-mar, onde os nossos tupiniquins corruptos colocariam tanta madeira? Quem souber a resposta, desde que não jocosa ou chula, que apresente.
 
Cláudio Pinto de Sá
Enviado por Cláudio Pinto de Sá em 08/11/2007
Código do texto: T728615
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Sobre o autor
Cláudio Pinto de Sá
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
163 textos (23646 leituras)
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Cláudio Pinto de Sá