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O ESPELHO

O   ESPELHO

Todos os dias, nos pomos diante do espelho e descontraidamente cuidamos dos cabelos e detalhes da aparência, enquanto exclamamos alguma coisa do tipo: como estou bonito(a) ou feio(a). Vivemos essa rotina conscientemente, mas quando saímos às ruas, por um ou outro motivo, começamos  a viver inconscientemente outra rotina,  as vezes  dramática, para grande número de indivíduos, ou seja, procuramos em outras pessoas, coisas e lugares, um novo tipo de espelho,  que nos mostre o que realmente somos como um todo, qual a nossa identidade cósmica, reunindo matéria e espírito.
Algumas pessoas dão a impressão de que se identificam em quase todos os lugares, com todas as coisas e principalmente com a maioria das outras pessoas.  Esse tipo de gente, de corpo e espírito universal, caso não estejam blefando, são bastante felizes.   Mas algumas pessoas são de tal forma especiais, que têm dificuldades de se identificarem com alguma coisa, alguns hábitos, pessoas e lugares, que chegam a se questionar, se não estariam habitando o planeta errado.
Numa tentativa de terem uma convivência mais sociável, chegam a criar um comportamento associado a uma personalidade que não lhes pertence, e por algum tempo funciona. Arranjam novas amizades, freqüentam novos ambientes e vivem uma felicidade que também não é a que realmente procuram e tudo pode piorar, caso nesse meio tempo, alguém se  comprometa com um amor que não seja o seu. Um belo dia lembra do velho espelho e tentam se enxergar nesse novo ambiente e não conseguem, até chegar ao cúmulo de num evento qualquer, serem apresentados para alguém e  se questionarmos sobre quem devem dizer que são, e evitando uma cena mais constrangedora, dizem aquele nome que consta em suas carteiras de identidade, mas que já não tem  nada a ver com eles.
Quando chegamos neste estágio, onde perdemos nossa identidade e temos dificuldades em nos reconhecermos na maioria dos ambientes que freqüentamos, ou até mesmo deixamos de freqüentar com receio de nos sentirmos um peixe fora d’água, além de outras crises de identidade e questionamentos não respondidos ou respondidos insatisfatoriamente, temos que procurar nossos valores, com os quais reconstruiremos os pilares da nossa personalidade e sobre a qual redesenharemos nossa verdadeira identidade.  Como um lembrete de que não podemos fingir ser o que não somos, para agradar a quem finge ser o que não é, partilho alguns versos, que espero, sirva de modelo e algoritmo para redescobrir valores e de conforto e espelho, para quem procura se ver, como verdadeiramente é.
Jacó Filho
Enviado por Jacó Filho em 10/11/2007
Reeditado em 01/03/2011
Código do texto: T731314
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jacó Filho
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Jacó Filho