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Santos Monges




Não é à-toa que apenas o sabiá macho canta e encanta a fêmea! A natureza faz milagres cujas formas não se conhecem. Se a natureza oferta certo brilho a uma de suas criações, este é para encantar os olhares alheios. Ninguém é, pois, esquecido.
Os homens-flor da Birmânia são um verdadeiro exemplo de retomada da paz meio às agruras da ditadura que se arrasta há décadas ali. Eles usam o coração, o olhar e raras palavras para buscar a paz. Eu, portanto, tiro-lhes o chapéu e os parabenizo. É um belo exemplo de vida e de resposta às barbáries reinantes naquele país asiático.
Esses ditadores perversos deveriam estar bem longe de nós, quem sabe nos ares distantes por onde voa hoje a sonda norte-americana Voyager-1, já tendo  esta ultrapassado os limites de ação do nosso Sol. Deles não sentiríamos falta. Já iam tarde. E olhe que essa sonda foi lançada há aproximadamente 25 anos, um pouco menos que o tempo da ditadura na Birmânia.
Se não fosse o benéfico  estardalhaço midiático,  esses pacíficos monges e a população em geral estariam em piores lençóis. Erodiu-se ali um grande manifesto de insatisfação à ditadura babesca, grosseiramente formada por um punhado de generais desalmados e um séqüito   de outras criaturas imprestáveis.
E eu pergunto: qual a bagagem moral que possui o governo chinês para advertir a América rica, protestando, mesmo, contra a honraria concedida ao ilustre Dalai Lama, diga-se muito merecida, conferida pelo governo norte- americano? A China precisa, antes de protestar inutilmente, reparar, sem maiores erros, dentre eles, o assalto à liberdade feito por ela no Tibet e em seu próprio território, concedendo a seu governo a parturição de bilionários e famintos pedindo nas calçadas de suas metrópoles. Isso, sim, desonra qualquer povo!
Com a força atual da globalização, ai da China querer pensar que não deve entreter-se com as novas regras sociais do planeta comercial. Deve olhar bem o sinal, quando quiser ultrapassar fronteiras, e como deve! É bom que interceda logo e desfavoravelmente a toda essa nefasta e imunda ação do governo birmanês (e é esse nome mesmo com que quero referir-me ao país de hoje). Os olhos desses monges vêem a paz e a fraternidade, embora embaçados pela névoa mesquinha das ruas, onde se vê o ódio torturando e prendendo inocentes.
E é bom que se olhe para o além-crise e se enxergue que em Nova York o barril de petróleo encosta nos 100 dólares, que a oferta mundial de petróleo em 2007 é de 85,1 milhões de barris diante de uma demanda de 85,7 milhões de barris e que, desde 1998 até os dias atuais, essa produção já se multiplicou por 7, e o norte do Iraque poderá ser palco de uma fratricida guerra entre turcos e curdos, o que elevaria ainda mais os preços desse negro e desejado óleo e com isso levaria a economia mundial a uma situação ainda mais difícil do que a de hoje, em termos energéticos e outros.
Nós aqui, no nosso simpático Brasil, vamos sendo atropelados pela volúpia arrecadatória do governo que, através dos impostos por ele cobrados à população, poderá  transformar-nos em agônicos inadimplentes. Mas, assim como as rãs de Jader Babarlho e o crime do grande apagão do Sul / Sudeste não deram em nada, penso eu, há de se pôr um forro limpo em toda essa sujeira novamente e a gente continuar a ver velhos erros serem repetidos e, o que nos é pior, sem conserto!.
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 11/11/2007
Código do texto: T732499
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 59 anos
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Paulino Vergetti Neto

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