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O rei e o plebeu?


Miloca e Águia Negra estão vendendo entusiasmo pelas ruas do bairro. Com as últimas notícias internacionais, relevaram minhas críticas de outro dia à nossa esquerda troglô (leia-se: de viés bolivariano, como gostam de dizer os intelectuais engajados) e vieram perguntar-me, tomados de súbita inspiração, se estou com o rei ou com o plebeu. Como nunca escondi de ninguém que sou um anarquista mitigado, queriam me pegar pelo pé. Num lapso, refreado a tempo, quase mandei os dois calarem a boca. Afinal, o que pensavam eles? Sempre estive com o plebeu, o cidadão comum, o eleitor eternamente esculachado pela turma do poder e do dinheiro. A duplinha bolivariana de Marechal Hermes (que agora, a um sinal de Hugo Chávez, também entrou nessa onda de descobrir quem matou Simón Bolívar) entortou de vez o nariz; percebeu pela minha resposta que eu não identificava o velho coronel venezuelano, prestes a ser referendado como imperador do seu país, com nenhum plebeu. Tivemos, sim, na tal reunião de cúpula ibero-americana, em Santiago, um desentendimento entre rei e imperador. Eles que se entendam.


[14.11.2007]

Luiz Guerra
Enviado por Luiz Guerra em 14/11/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T737513

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Sobre o autor
Luiz Guerra
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 69 anos
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Luiz Guerra