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DE PERNAS PRO AR

 

           Bom já não faz tanto tempo, estava eu numa mesa de bar, bebendo uma cervejinha e jogando conversa com alguns amigos, debatendo sobre um espetáculo que naquela mesma noite tínhamos acabado de assistir. Alguns diziam até que aquilo não poderia se chamar de espetáculo teatral, outros até diziam ser um pouco marginal, mas para aqueles que se travestiam era sempre genial. Não queriam nem mesmo saber quem tivera a idéia de pintar a zebra. Eles queriam ver era mesmo a casa lotada com aquela palhaçada que faziam em sua exibição. Mas conversa vai e vem, nisso um dos amigos procura nos explicar, algo sobre o desempenho desses, e queria até mesmo expor ali uma cena bem parecida com a que tínhamos já visto. Porém diante daquela manifestação não o deixamos melhor explicar. Félix um veterano do teatro contestava aquela exibição e dizia sempre que por ele com certeza não teria saído do seu convívio. Se não fosse por nós dee antemão aceitarmos tudo que ele queria nos dizer, até mesmo para ele não se aborrecer com a companhia que se apresentara. Por certo esse pessoal participara de um festival de teatro no interior de São Paulo, e com isto se achavam até mesmo os melhores humoristas já saídos da nossa terra. Da viagem deles não é bom nem mesmo comentar, depois do que soube das gafes de Verinha, no avião. A aeromoça, e a comissária, vendo a alegria desta pessoa, pediram para ela se sentar em sua poltrona e ofereceu-lhe uma pequena toalha enrolada, bem quentinha, para que ela tirasse a impureza das mãos, caso que imediatamente Verinha não resistiu e com a fome que se dizia estar, à mesma abocanhou a toalha pensando ser uma tapioca. Mais um reboliço danado no avião, pois a mesma se engasgara, que vergonha para as outras da companhia. Tia Creusa coitada procurou o chão, mas como estava naquele avião tentou de todas as maneiras fazer cara grossa e dar uma de machão, na realidade era mesmo o único rapaz serio, digamos que não era veado, baitola naquela ocasião. E assim elas tiveram vida de princesa durante a estadia no festival. Até que foram obrigados já com algum tempo, a montar outro espetáculo e voltar a ficar de pernas pro ar.        

 

Alexandre Oliveira
Enviado por Alexandre Oliveira em 14/11/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T737602

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Sobre o autor
Alexandre Oliveira
Cabedelo - Paraíba - Brasil
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