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JOGO DA VIDA

JOGO DA VIDA

Há uma fase na vida de cada um, que somos obrigados a vivê-la, pois não temos como contornar. É exatamente quando estamos olhando para a infância com cara de despedida que começamos descobrir que a vida tem algumas ciladas, muitas perguntas e poucas respostas, pelo menos no instante que mais precisamos. Descobrimos que passamos por uma porta de mão única e sem percebermos nos deparamos em meio a um palco que se soubéssemos o que nos aguarda jamais entraríamos. Não há nada de anormal, apenas as pessoas alí existentes, passaram pela mesma porta e também sabem que não podem retornar. Todos sabem que as portas alí existentes são apenas de saída e ainda desconhecem o que há por traz de cada uma. Mesmo assim temos de escolher uma delas, não podemos pedir ajuda a quem está no mesmo palco, pois estão tão perdidos quanto nós e nesta idade temos o hábito de não consultar quem já viveu tais experiências, ou seja, os mais velhos e ainda não os ouvimos quando se dispõem a nos alertar quanto aos métodos de escolha de cada porta.  Como temos de escolher uma mesmo sem sabermos se é realmente a certa, procuramos dentro de nossos conhecimentos uma forma de não errarmos, e paramos diante daquela que julgamos certa e abrimos mesmo correndo o risco de cometermos um erro e sem chance de corrigi-lo. Assim é nossa pobre vida, um jogo em que fazemos nossas apostas sem saber o que ganharemos, ainda que ganhe e quando perdemos sentimos que talvez fosse melhor não ter que apostar. Neste jogo, cada prêmio tem valores diferentes, conforme lugar e circunstâncias. Às vezes aquilo que hoje e aqui nos é de grande valor, amanhã em outro lugar ou no mesmo, não vale sequer a idéia de possui-lo. Cada vez que jogamos, o fazemos com parte de nossas vidas, cada vez que perdemos, não mais recuperaremos, e é nesta brincadeira sem retorno que por fim ganhamos a morte, perdendo no jogo da existência, pouco a pouco e não temos saída, pois não jogar já significa morrer.
Como todo adolescente, tive momentos difíceis em minha puberdade, e como válvula de escape, além de resumir minha angústia nesta crônica, compus uma poesia, "PROCURANDO MEU DESTNO", uma espécie de promessa que me fiz, de não desistir fosse qual fosse o resultado das minhas apostas, neste jogo maravilhoso que é viver.
Jacó Filho
Enviado por Jacó Filho em 15/11/2007
Reeditado em 15/11/2007
Código do texto: T737955
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jacó Filho
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Jacó Filho