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Despedida necessária

Relutou em abrir a porta. Sabia que sua falta o faria verter lágrimas. O espaço físico parecia bem maior que o de costume. Mas o vazio era incomensurável. Ela chegou à sua vida sem pedir licença. Foi, aos poucos, tomando conta dele como uma erva daninha.

Foram inúmeras as vezes que o fizera chorar, compensadas com as de riso. Claro que não faltaram momentos de reflexão; outros de repulsa, que incitava à violência contra a pobre, mas agressividade não iria resolver.

Os anos foram passando e o envolvimento entre eles se tornou intenso; para ele, um pouco prejudicial: deixava de fazer determinados programas por causa dela, que o havia captado de jeito.

Até que chegou o dia fatídico. Aconselhado pelos amigos (mentes abertas) decidiu-se por aquilo que ele sabia ser o mais correto: cortou o relacionamento de anos. Outra atitude fora essa não seria possível, já que ele conhecia suas fraquezas.

Quando voltava do ferro velho, onde a deixara, seu coração batia mais forte que de costume. Uma última olhada para trás: era como se ela tivesse dando um adeus, o que era impossível, não estava conectada a nenhuma tomada para se impor ao seu ex-dono.

 

José Augusto G. de Almeida
José Augusto
Enviado por José Augusto em 17/11/2007
Reeditado em 18/06/2008
Código do texto: T741550
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Sobre o autor
José Augusto
São Paulo - São Paulo - Brasil, 43 anos
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