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PSICOSE

             Catando meus textos, organizando minha ex-vida. Registrando as palavras que dizem o que sou eu. Coisa de louco, levar ao cartório um registro do que eu sou, porque um louco um dia pode querer roubar... Dizer que são dele palavras que são minhas, que dizem quem sou eu. A minha verdadeira identidade precisará ficar arquivada com data, hora, dia, local, sob pena de um dia ser usurpada por alguém que nada tenha a ver comigo, até porque  eu jamais tirei, jamais tiraria algo de alguém...  Jamais quereria o sentimento de alguém.

         O grande barato da vida é acordar nas pessoas um amor por nós. Ser varinha de condão, hipnotizar uma mulher até ela dizer que nos ama, isso é tudo pra mim! E seguir fazendo com que ela nos  ame mais, mais e se dê e se entregue. Nada na vida é mais sagrado do que a entrega de um ser humano nas mãos nossas...

          Como  alguém pode dizer que viveu o que eu vivi  e por isso escrevi! O mundo é louco e só agora descubro que estou descobrindo como viver nele...

          Mas essa busca em papéis e arquivos antigos tem sido uma viagem e tanto!
Eu mudei muito e sou tão a mesma!  Pegando dois poemas esquisitos, decidi publicar num site pra não ficar tão perdido, pra compartilhar, pra me ver on line e quem sabe reunir e organizar o livro que sonho desde quando sonhava... Tanta gente hoje se diz “bipolar”, talvez elas se identifiquem
E quem passar por aqui saiba que há muita naftalina amorosa depressiva e antidepressiva por aqui! Você escolhe.

Tem ainda  uma coisa que preciso dizer:
Fiz teste de comportamento e deu fleumático.
Acho que isso quer dizer que muitas vezes tô nem aí para aquilo que muitos estão. Quer dizer que aprendi a estar no mundo mas não pertencer a ele.
Eu tenho um mundo que é só meu, nele só tem os convidados, nele não dá pra morar ninguém, mas eu sei receber bem. Psicologicamente pode ser neurose, tendência ao isolamento, criação de espaço por resistência a viver no mundo real... Mas quem falou que o meu mundo não é real? E quem está dizendo que não vivo no mundo real? Pergunta pra Light, pra Telemar, Oi, Velox, Tim,  pro cara da padaria e pro dono da minha conta no bar!  Ninguém melhor que eles para dizer quanto à realidade do meu mundo!
 
    A gente precisa ter pra onde ir quando fica de saco cheio. Deixar de receber as pessoas no meu mundo, sim, significaria loucura, alienação, maluquice, por isso só os loucos são convidados e você entra um pouquinho nele cada vez escrevo. No entanto, se for muita “piração”  pra sua cabeça, me fala tá? Te mando umas outras historinhas mais normais...  É que quando começo a escrever, dá um transe na mão, parece que baixa um caboclo escriturário, um  poeta escrevedor. Não dá pra controlar. Depois quando vou filtrar acho bonito embora expositivo...
Viajo numa daqueles poetas que escreveram pra cacete quando vivos e morreram
Vítimas da tuberculose e falta de grana...  Séculos depois se tornaram “os caras”.
 
    Será  que minha família que nem sabe ler vai viver das minhas ideias?
     Fico preocupada, a humanidade do futuro vai pensar que eu tive um caso amor platônico
Deusa Urbana
Enviado por Deusa Urbana em 19/11/2007
Reeditado em 14/09/2017
Código do texto: T743008
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Deusa Urbana
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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