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O PAÍS DAS CONTRADIÇÕES

O PAÍS DAS CONTRADIÇÕES

 “Pediu ao sábio - instruções  certa mulher nobre e rica; disse o sábio: “ Minha filha, simplifica, simplifica”... “Dar um prato de alimento entre gestos escarninhos parece apoio a um ferido numa toalha de espinhos.” ( Chico Xavier).


As primeiras palavras são de encanto, de fraternidade, de compreensão e caridade. Quem ousa nesse País de meu Deus distribuir parte de sua riqueza com os menos aquinhoados, “os miseráveis”, os que passam fome e sede? Uma minoria, talvez! Ou quase ninguém. A ânsia de ganhar sempre mais sempre foi o objetivo do homem orgulhoso, ambicioso, insensível. Só existe uma palavra em sua verve, a locupletação. A maioria da população brasileira é de origem humilde, passa fome, sede e sofrimentos incalculáveis. As crianças e os idosos são as maiores vítimas. Investir na educação sempre foi uma feliz idéia, mas um, porém pode acabar com as pretensões de inúmeras crianças espalhadas pelos rincões brasileiros. De tanta fome passar, de tantas privações, seus neurônios, seus cérebros não conseguem assimilar mais nada. Mente cansada é mente doentia. No Nordeste quantos seres humanos nessa época do ano se alimentam de xiquexique, mandacaru e bebem água da pior qualidade. A indústria da seca cresce a passos largos e os que fazem política nesse País ficam insensíveis ao sofrimento, com raras exceções. Por que existe tanta repetência? Por que as crianças passam de ano sem saber ler e escrever? Sua capacidade intelectual encontra-se em estado letárgico e seria necessário para minorar a situação, que milhares ou milhões de crianças tivessem um tratamento diferenciado, para ressuscitar os neurônios mortos pela fome, pela miséria e pelo descaso político. Se o direito é igual para todos, por que existe essa grande diferença entre as camadas da população brasiliana? Uma boa pergunta para uma excelente resposta. Descortinando as mazelas brasileiras, saneando as atitudes enodoadas de determinadas autoridades, talvez um dia tenha-se a genitura do amor aos mais carentes e estropiados.
O homem sempre esteve à mercê da afabilidade, da vida em comunidades do evolucionismo, mas sua mente doentia sempre procurou descortinar o orgulho dentro de sua introspecção, extirpando o amor com atitudes frustrantes, fazendo incisões no aspecto moral e contribuindo para a criação do embrião da discórdia no meio que vive. Deveria ser os “pilotis” ubertosos da hosânica operância e não o ócio pernicioso, o nihilismo das perturbações psíquicas que tomam conta de uma camada esquecida, cuja canga é o calvário e não existe a complacência e as conseqüências são doridas e equivocadas, pois tudo fica para depois. Usam a eloqüência nos parlamentos para chamar a atenção, empunhando a bandeira do amor ao próximo, mas tudo é charrua que fere e amedronta. Enfim, o que fazer com tanta pobreza num País só? Entre governo, sai governo e a cantilena é a mesma, nada muda. Antes o paliativo ainda existia, hoje morreu e ninguém tomou conhecimento. Abraçamos nosso novo encargo: esforço renovador... Quantos mortos - vejo vivos refazendo-se na dor! Servo pobre na tarefa continuou mesmo assim, no socorro ao sofrimento do qual, só Deus sabe o fim.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI E ALOMERCE
 
 
Paivinhajornalista
Enviado por Paivinhajornalista em 19/11/2007
Código do texto: T743235
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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