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SEU DIA MAIS FELIZ

SEU DIA MAIS FELZ

OSNI de assis e SILVA

Cheguei ao ar, tomei meu cafezinho, como sempre, assentei numa cadeira de uma mesa de onde eu posso sempre ver o movimento de pessoas, indo e vindo.
Algumas bem calmas, outras apressadas. Em cidade do interior, tal fato ainda existe durante a semana: alguns trabalham enquanto outros trabalham... de não fazer nada!
Alguém chegou e iniciou a tal de “conversa pra boi dormir”, mas... O que fazer? Afinal é meu amigo!
Jogou conversa fora e já sem mais pra dizer, levantou e afirmou; - nossa, a filha do fulano ta muito gostosa! Claro que ele não perdeu o vocabulário próprio dos de sua geração.
Fiquei sozinho, quando sem mais explicação levantei-me e fui em direção àquela loja, confirmar se a filha do fulano é mesmo “boa”.
Entrei procurando despistar, olhando a mercadoria, ate que me dirige para uma das balconistas e perguntei acerca de determinada mercadoria.
Recebi a resposta no ato.
-Muito obrigado, jovem, voltarei para comprar, vou averiguar quantos metros necessitarei.
Ate então, nada! Não via a filha do fulano e fui saindo quando, assentado, o pai idoso das garotas gostosas. Assentei a seu lado e fui ouvindo...
Em certo momento conheci uma das garotas que trouxe água para ele e, a meu pedido, preferi cafezinho, no que prontamente fui atendido. O “papo” prosseguiu e logo veio o lamento daquele homem idoso, desanimado!
Pois é, disse-me, a gente passa a vida toda atrás de dinheiro e para que? Bastaria que tivéssemos o necessário para o sustento da família. Concordei, mas de certo modo fui mostrando-lhe algumas das vantagens por Ter trabalhado muito, já que notara seu astral baixo. E ele prosseguiu com sua história o mínimo, lógico! Pois é filho, minha família era muita abastada, ate que em certa ocasião houve uma reviravolta e passamos a ser paupérrimos. Lembro-me bem e considero como o dia mais feliz de minha vida que num determinado dia, mamãe com algumas moedinhas pedira-me para ir ate a venda comprar pão. Fui e a vendedora, senhora de idade, olhou bem para mim e sorriu, entregando-me sem nenhuma cobrança uma bala.
Pois sim, meu amigo, aquele foi o dia mais feliz de minha vida! Concluiu enquanto eu levantava...
Karuk
Enviado por Karuk em 21/11/2005
Código do texto: T74423
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Sobre o autor
Karuk
São João Del Rei - Minas Gerais - Brasil, 76 anos
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