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Avatãra

       Um avatar para deserdados

      “Avatãra” - descida do céu a terra. Sânscrito.  Do francês veio “avatar” moldado de “avatãra”. Terna filosofia poética do deus Vixnú.  A palavra significando essência da transfiguração e até metamorfose. Vocábulo raro. A primeira vez que ouvi falar em “avatar” estava no teatro. O Cine Teatro Independência em Santa Vitória do Palmar, extremo sul do Brasil em noite de gala. Os camarotes lotados. Estrelato:  Pedro, Elisamara, Joca, Mário Dimas e direção de Nenê.  O figurino de  estopa. O cenário de papel chacoalhava no palco à italiana ao gemido  do  vento produzido pela sonoplastia. Na rua soprava de verdade um vendaval pampeiro.  Os movimentos lembravam a melancolia da existência e o nome do drama era Avatar. Soava estranho. Palavra esquisita.  O melhor virtual é o passado como primeiro ato da lembrança, porque virtual sempre existiu, não discuto.  D. Pedro II era virtual completamente e selou. Cornucópia disso ou daquilo enquanto atributo da abundância, símbolo da agricultura e do comércio, embora se tratasse de corno mitológico para o Professor Raimundo, mas  jamais imaginei retorno da palavra pelo teatro da  telinha.
     Teatro que pode ser dividido em dois momentos: teatro informativo e o teatro da carne. Teatro atual. Pergunta e resposta.  O teatro informativo abrange todos os negócios de cara séria do perfeito apolíneo.  Já o  teatro da carne como manifesto da América livre sobre o recondicionamento das origens é  dionisíaco. Ó ser humano desnudado sem pecados e na moda! Lá o avatar Freud olhando tudo, examinando a invenção como fruto do inferno moral dos desejos reprimidos. Recalcados da era vitoriana até agora. Té agora vivemos com a esperança de avatar da segunda via. Nosso desejo consiste em adotar o dono do avatar. Tomar o seu Banco sem assaltos.  O Banco de Pedro. O Banco de José. O Banco dos vitimados pela ausência de excelência no trato com os gastos. Mas se nem aufere!  Ser um verdadeiro avatar para os deserdados é o pai que provê revisitado na moeda ou na espiritualidade certa humildade sem desejo.  Recusa da ambição, contentamento com pouquíssimo. Somitismo disfarçado de humildade.  O avatar e a roda se movendo numa  espécie de garimpo Serra Pelada das atenções virtuais é o máximo!  Saibam todos que há uma pepita gigante de ouro  no fundo de cada computador, totalmente abstrato, porém consumível como seus corações valem ouro.  Ou diamante.    O que um escritor faz com o seu avatar de diamante? Querem alimentar o sonho? Depositem um diamante na minha conta, diz o meu avatar.  É preciso antes ser econômico para possuir o avatar. Pobre não tem avatar e são elas as estrelas os brilhantes  do céu como já disseram. O máximo que  pobre carrega  no azar é o  álibi da eterna apetência inconclusa. Perfil falso entre zilhões de nomes semelhantes.   Ó  “new simbolismo”   buscando nova dimensão no campo literário da segunda veste! Com roupagem costurada pelo hiper realismo das imagens perfeitas e exatas deste século. Trata-se de assunto complexo sobre o efeito de modo elementar.   Second Life Style será a nova fonte de distribuição de renda?  Já existe no interior? Vamos receber a segunda existência diretamente em casa? Será  um grupo disponível que apoiará outro grupo com disposição? Será feito de amor ou ambição?  Especularia o avatar até o fim  como  escravo livre das vergonhas financeiras. Levaria dias, meses, anos tentando ficar rico e bastaria um leitor para que todas as dívidas calassem o tirano credor.  Mas tudo indica que é preciso dar duro sígnico, suar muito, correr atrás da compreensão da coisa. Possuir programa original tanto quando o ato de ligar o objeto  e ele  já copia tudo.  Fácil para europeu, difícil para “depenados” e os que necessitam com urgência de segunda via. Há esperança nisso? De ser o fim da maldade para com os  fracassados de cada geração pelo método ultra moderno?   Um computador, ájax,  um emprego! Vamos especular o avatar!  Vejamos o avatar financeiro nascido como a promessa do pão nosso de cada dia na melhor oferta imediata de sistema prático.  Você avatar. Nome: Karl ..  Suspeito.  “Avatares do mundo inteiro, locupletai-vos!” Avatar no “grid” cheio de manias... (Ficção virtual) O dinheiro viável que todos podem ter, o fim do dinheiro proibitivo! Nenhum desespero pelo fato de todos possuírem na lista dos desejos os seus  objetos de consumo. Com avatar você garante o que está fazendo com seus ganhos.  Esse direito da  segunda etapa financeira do capitalismo  para comunista nenhum botar defeito é recheado de sonhos. Sejamos comunistas tecnológicos da aldeia mundial aquele quem  faz a conversão do capital pela imaginação e distribui em  linden! Pois nosso tempo destituiu do pleonasmo a sua popularidade,  dando-lhe má catadura, tirando-lhe a  importância,  tornando-o motivo de fácil correção até para pirralhos.  Pois vi com meus olhos a esperança de capital na segunda vida do capitalismo tecnológico. Aqui está o  avatar. Aproximadamente 930 palavras de texto.  Isto é avatar. Palavra por palavra. Antes de qualquer outro o ouro do escritor inernáutico (palavras nenhumas)  merece os  valiosos lindens. O avatar olha para mim e responde: a vida tem sido boa para os peixinhos do aquário. Iobserve  o Sr. Ork, ele afirma  que vamos prosperar e que nunca, nunca mais teremos problemas financeiros em suas dicas do dia. Acredito. Original!  Muito me orgulha e espero até o final do mês. (Risos)  Em  consumo caseiro onde habita o avatar tal sistema presta e muito. O avatar contabiliza tudo e não emprega nada real? É sem  salada, sabão ou queijo. É puramente econômico e participativo.  O orçamento familiar de cada avatar deveria ser  montado no  armário da cozinha de D. Maria da Vila Formiga com amplo  apoio ao básico. Que avanço! Que maravilha! O avatar nos ensinaria a trocar lixo reciclado por descontos nas taxas fixas públicas  de norte a sul.  Orçamento do lar virtual.  Contraditoriamente neste estado imaginário de coisa me perco.  Quixote dos novos inventos. Sabemos que mais de seis milhões de residentes estão vivendo dess novo meio extrativo, algo puramente espiritual.  Ontem eu perguntei ao Honorato o que ele fazia da vida. Honorato respondeu: estou criando computadores!  Somente com alguns toques da técnica!  Truque magnífico para emprego da encarnação tranqüila do novo ser das tardes de vídeorama. Nele um escritor encontra seu avatar personalíssimo para debater sobre autoralidade em dez minutos. É o encontro de Machado de Assis com Capitu. Ela quer vender 1.000 Linden, Dólar por 10 R$,  Second Life Style.   Cansada da má fama, mesmo com a dose da duvida, Capitu quer vender.   Bentinho não quis nada.  Bentinho prefere viver sem elucidação.

Tércio Ricardo Kneip
Enviado por Tércio Ricardo Kneip em 22/11/2007
Reeditado em 30/10/2010
Código do texto: T747411
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Sobre o autor
Tércio Ricardo Kneip
Santa Vitória do Palmar - Rio Grande do Sul - Brasil, 54 anos
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