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Férias Frustradas

La estava eu, minha mãe, meu pai e meu irmão no aeroporto, a caminho de Natal, “a cidade do sol”. Felizes, entramos no avião. Assento confortável, as instruções em caso de emergência, etc. Pronto, era hora da decolagem: “apertem os cintos e desliguem todos os celulares, bippers, etc.”, disse o piloto ou sei lá quem. Enfim, quatro horas e meia e chegamos em Natal à noite. Um táxi nos levou até o hotel, que por sinal era muito ruim. Fomos conhecer tudo, uma feirinha de hippies, que minha mãe adora, depois fomos passear pela avenida. Vi uma pizzaria que servia pizza de camarão – “eca, odeio camarão, só se for frito na hora, com um pouquinho de limão, aí sim, mas na pizza? E ainda por 23 reais?! Fomos comer um lanche, bom, muita maionese na minha opinião, mas enfim experimentei um suco muito bom, suco de cajá, obrigatório no cardápio de qualquer restaurante. Chegamos ao hotel, aquela diarréia. Tomei um chá e fui dormir.
Acordei assustado com o barulho da chuva. Chuva? É, parece que a “cidade do sol” também é a cidade da chuva. Fomos ver o maior cajueiro do mundo. O caminho todo cheio de lama, barro, atolamos duas vezes. Sorte que o carro era alugado, porque fez uma baita sujeira. Achamos um guia, vimos tudo e fomos embora na chuva. Deixamos o guia na casa dele, um cortiço bem arrumado. Com 5 reais ele foi embora todo felizinho. Naquela noite decidimos mudar de restaurante, experimentei casquinha de siri. “pra mim, isso tem gosto de purê”, disse eu, mas pelo menos era gostoso. O suco de cajá desse restaurante era melhor. Acho que fiquei viciado, mas pelo menos era um vicio bom.
Outro dia com chuva, não tão forte, era mais para uma garoa, fomos conhecer as dunas de Genipabu, no buggy do Paulinho, que figura! O cara nos convenceu a descer um morro de areia que era mais íngreme que a Rua do Paraíso num bugguizinho velho no meio de uma garoa. E até que o passeio rendeu. Minha mãe ficou esperando em um hotel com piscina, já que ela estava muito apavorada com a idéia do buggy. Voltamos, comemos num shopping, até que era bom, ninguém consegue rejeitar um x-salada feito na hora por R$1,50. Eu não.
Acordamos de malas prontas, só chovia e era o dia de irmos embora (na realidade o dia era dali a 3 dias, mas por causa da chuva meu pai antecipou a volta). Pronto, o sol! Fomos embora antes que nos arrependêssemos de nossa decisão.
Chegando em SP, o aeroporto estava lotado, ficamos “zanzando” até que chegássemos às 10hs (hora prevista era 8h30). Chegamos e já havia garoa. Bem, como São Paulo é a “terra da garoa”, tudo bem. Ligo a TV: “parece que a cidade do sol está com mais sol do que nunca”.
Bem, essas foram minhas férias imaginarias. A verdadeira mesmo, foi ficar em casa, isso, sim são férias frustradas.





"Texto escrito por mim quando tinha 11 anos."
Ricardo R
Enviado por Ricardo R em 23/11/2007
Reeditado em 14/07/2009
Código do texto: T748580
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Ricardo R
São Paulo - São Paulo - Brasil, 27 anos
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Ricardo R