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É inadiável mudarmos




Parece que andaram a globalizar também a safadeza. É porque a gente a encontra em quase todos os lugares e sendo praticada de uma forma comum demais. Os homens estão perdendo a vergonha de serem perversos. As leis permanecem escondidas do cotidiano cumpridor delas. Estão instituindo a sacanagem como regra geral de aviso e desaviso das ações humanas. Isso é muito ruim! É baixo!
O Senado da República não aprovou a publicação das contas dos seus senhores senadores. Cada um deles tem direito a uma verba de gabinete que pode ser gasta às escondidas do olhar buscador dos cidadãos brasileiros. Dança-se, com a ordem moral da sociedade atual, o samba do crioulo doido. A geografia comportamental dos políticos brasileiros acha-se apenas nos pântanos da discórdia e do mau proceder. E ainda querem julgar uns poucos esses muitos que jamais sairiam ilesos se a mesma sociedade que os elege fizesse uma ampla auditagem nos seus procedimentos éticos, morais, etc! Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, já diz o jargão popular.
Vivemos em um mundo tão cheio de extravagâncias, desordens que podemos até presenciar ser vendida em um leilão, como realmente aconteceu nos Estados Unidos, por 119,5 mil dólares, uma mecha de cabelo queimado de um guerrilheiro argentino quase idolatrado pelo mundo socialista radical da esquerda da América Latina. Falo dos cabelos de Che Guevara vendidos recentemente e arrematados por um único lance pelo livreiro texano Bill Butler. Uma mecha de cabelos com oito centímetros de comprimento. Quanto dinheiro perdido!
E, para completar, está aí o escândalo do leite brasileiro. Estamos tomando veneno como se fosse aquele produto. E os índices de gastrite e úlcera aumentando assustadoramente na população jovem e a gente culpando o estresse. Que organismo suporta ingerir diariamente água oxigenada e soda cáustica? Às vezes fico a pensar se apenas a cadeia, quando essa turma do mal é condenada a ela,  seria o mais justo castigo para eles.
Essa criançada que esperamos sejam os grandes brasileiros livres do amanhã, como chegarão lá? Envenenados? Inválidos? Dá um forte repúdio a gente ver essas coisas mancheteando os mais importantes noticiários dos jornais, rádio e televisão. E eu continuo a perguntar-me: que país é esse onde vivemos? Até onde iremos com essa prática nociva que adotamos? Por quê?
Se o futuro desta nação começar assim, nosso fim será o naufrágio moral, de onde não retiraremos mais nossos corpos sem que estejamos todos e em tudo enlameados. E isso aconteceu com a proposta escandalosa de envenenar-se o corpo, avaliemos com as outras formas, feitas às escondidas e de alma para alma. A Amazônia está aí sendo vitimada por assassinas queimadas, à frente das pupilas irresponsáveis dos nossos governantes e poucos estão podendo fazer quase nada!
Repito aqui que já passa da hora de orquestrarmos uma grande revolução, da qual toda a sociedade participe, para limparmos não apenas o meio ambiente mas as nossas próprias almas. Corramos contra o tempo. É inadiável mudarmos e muito e para bem melhor tudo isso que agora se encontra enlameando o nosso olhar brasileiro de ordem e progresso!
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 25/11/2007
Código do texto: T751682
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 59 anos
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Paulino Vergetti Neto

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