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O MENINO DE RUA

Todos os dias quando saímos de casa para o trabalho, escola, faculdade e outros lugares, percebemos que sempre tem um morador de rua pelo caminho. Eles estão geralmente sujos e sua presença é indesejada, pois imaginamos o que pretendem sem saber o que são de verdade. Porem o erro da maioria prejudica a todos, você deve estar pensando que todos são iguais, pode até ser, mais um dia eles não foram desse jeito.
Sou um jovem e como todo jovem gosto de andar em bandos, risos e brincadeiras tomam de conta do nosso indiscreto ambiente, jovens, isto é, todos os ambientes são nossos. Mas esse dia eu estava sozinho, jovem de classe media, passava logo depois do almoço em frente a um restaurante bacana quando percebi que tinha um garoto de rua sentado perto do jardim que enfeitava o restaurante cheio de pessoas com dinheiro para comer sem preocupar-se com o amanhã, o garoto estava sujo e vestido com uma roupa rasgada, não parecia estar com fome, mas com certeza não havia se alimentado naquele restaurante.
Eu estava olhando para ele enquanto seguia em sua direção, tinha de passar por ele, ele estava em minha rota. Estava andando lentamente antes de chegar a um metro dele, quando acelerei os passos e cheguei à sua frente, ele falou comigo que não olhei para o lado, não tive medo, mas não queria falar com um estranho e um estranho morador de rua, de certa forma fiquei receoso de ficar com medo do que ele tinha a dizer. Eu pude entender o que ele disse, ele me fez uma pergunta. “Tem uma moeda ai amigo?”
Eu até tinha umas moedas que não tinha utilidade para mim, mas não dei ao garoto. Depois de ignorá-lo e passar por ele, pude refletir sobre o fato. Não me arrependi de ter dado dinheiro para ele, pois ele não aparentava estava com fome, e quem passasse por ali ele pediria do mesmo jeito, todos os dias, mais uma moeda seria meu incentivo para ele continuar naquela vida. Mas se ele desistir daquela vida de esmoler por falta de esmolas? E começa a roubar e matas por dinheiro? Sentir-me-ei culpado. Se eu for a vitima ou qualquer outra pessoa?
Não sei o que fazer se corro da esmola por não querer incentivá-lo e deixá-lo virar mais um criminoso cruel. Ou dar esmolar e mostrar que ele sempre pode ter dinheiro na rua e não precisa mudar de vida, para uma vida de verdade?
Não sei o que fazer. Por favor, espere, eu vou achar uma solução e voltarei antes que seja tarde. Se tiver uma solução me avise. Eu avisarei ao jovem de classe média.

https://www.clubedeautores.com.br/book/131090--VERDADES_CRONICAS
Hênio Delfino
Enviado por Hênio Delfino em 25/11/2007
Reeditado em 24/06/2012
Código do texto: T752620

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Sobre o autor
Hênio Delfino
Planaltina - Distrito Federal - Brasil
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