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Mosaicos da vida
 
Só consigo dizer o que eu quero juntando as letrinhas.
Juntando lembranças das coisas que vivi.
Guardei dentro de um livro uma pétala de rosa
que ficou seca, lisa, mas não perdeu o
perfume que você usava.
Carreguei comigo o guardanapo de papel
onde escrevemos, “eu te amo”,
naquele restaurante a beira da praia.
Nosso primeiro bilhete de amor.
Guardei a velha fita cassete com a sua voz.
Ainda tenho a muleta que você usou quando quebrou a perna
Dizem que a energia circula se a gente
fizer circular as coisas.
Dizem que as pedras tem vida.
Tenho uma pedra branca que trouxemos
de nossa viagem ao nordeste.
Ela está viva. Eu estou vivo.
Eu ainda guardo a minúscula calcinha preta que você usou na primeira noite.
Guardo o canhoto da entrada do teatro, o voucher do avião.
Se me vires triste, calado, pensativo é porque
guardo comigo a saudade...
trago comigo as lembranças...
trago comigo a carta que você dizia...
Adeus.
Augusto Servano Rodrigues
Enviado por Augusto Servano Rodrigues em 27/11/2007
Reeditado em 14/02/2008
Código do texto: T755595

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Sobre o autor
Augusto Servano Rodrigues
São Paulo - São Paulo - Brasil, 69 anos
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Augusto Servano Rodrigues