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Cheiro de relva...

Houve um tempo em que a liberdade nos era desconhecida, pelo simples fato que não haviam grilhões a nos barrar nossas idas e vindas, portanto noções de se estar cercado e preso ou de ser livre e solto não passavam pelas nossas cabeças.

Lei da polaridade. O bem existe em função do mal, o diabo é o oposto de Deus, a noite é escura e o dia é claro, contrários, luz e trevas, assim tudo no mundo é regido por leis de polaridade.

Também não sabíamos o que é este raio de polaridade, mas sabíamos fazer estilingues, pipas, jogar pião, nadar nas lagoas e rios da nossa terra e dormir protegidos por nossos pais.

Acordar, espreguiçar, tomar o sol das manhãs que não voltam mais, brincar nas matas, nas ruas que não conheciam o asfalto e nos davam o prazer de sentir o aroma da terra molhada nos dias de chuva...

 Desfrutávamos de nossa natureza pura que desconhecia o pejo.

O tempo é cruel e a distância muda tudo e todos. Mas ainda consigo enxergar bem distante, os verdes campos da minha terra...
Paulo de Tarso
Enviado por Paulo de Tarso em 29/11/2007
Reeditado em 29/11/2007
Código do texto: T757703
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Sobre o autor
Paulo de Tarso
São Paulo - São Paulo - Brasil, 61 anos
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Paulo de Tarso