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Um jovem e uma senhora

Era início de tarde, quase meio dia, seguia para o meu trabalho, como faço diariamente, quando no ônibus em que estava entrou uma senhora, senta se na cadeira da frente, era uma senhora que aparentava ter uns cinquenta anos, gorda, tinha estatura média. Estava com uma bolsa, que logo a colocou em seu colo.
O ônibus partiu novamente e parou em mais duas paradas para mais passageiros entrar, do lado direito da cadeira em que se encontrava a senhora, estava vago, porém, não foi por muito tempo. Na terceira parada, subiram quatro pessoas, a primeira foi uma jovem de uns dezesseis anos, passando a catraca se sentou na primeira cadeira desocupada, o segundo foi um homem aparentemente tinha trinta anos, estava bem arrumado e tinha uma postura de quem tivesse um cargo bem sucedido, porem ainda não tinha seu carro ou não queria usá-lo naquele momento. A terceira pessoa foi um jovem de doze ou treze anos, se vestia totalmente de preto da cabeça aos pés, tinha um cabelo diferente, era liso, porém, com uma franja que cobria seus olhos. Este último sentou-se na última cadeira do ônibus. O quarto passageiro que entrou, era um rapaz de dezoito anos, que passou a catraca e com o ônibus já em movimento encaminhava-se para o lugar vago do lado direito da senhora gorda.
Este rapaz era tão diferente e sua aparência era agradável de ver, parecia um estudante, porém um estudante-educador, minhas impressões estavam certas.
Antes de sentar-se ao lado da senhora, o rapaz pediu licença, a senhora olha de forma confusa e não responde, tal vez ela nunca tenha visto este tipo de ação. O rapaz porta uma mochila, que logo a coloca em seu colo, vestia-se de preto, porém, era apenas a camisa, por um instante pude perceber que a senhora admira este garoto. Ela pergunta para o jovem se ele estava indo estudar, o jovem por sua vez responde com uma voz clara e simpática que não, ele iria trabalhar. A senhora pergunta a idade do mesmo que responde ter dezoito anos, a senhora fica surpresa com a idade, aparência, educação e objetivo do jovem, que transparece claramente.
Então acontece algo estranho com estes sujeitos, a senhora começa a conversar sobre a vida dela e de sua filha que esta preste a acabar o curso superior em Ciências da Computação e que ainda não sabe mexer direito com o computador. O jovem fica surpreso, pois ele mesmo tem o curso de informática básica, e sabe usar bem o computador, a senhora diz que é por causa das faltas diárias que a filha tem. Depois de alguns minutos de conversa a senhora já sabe que o jovem é estudante realmente e que estuda química e que estava indo dar aula de química em uma escola que ajudava estudantes carentes.
O trajeto que o ônibus percorrer tem duração de quarenta e cinco minutos, e foram exatamente quarenta minutos de conversa entre o jovem e a senhora. Estavam íntimos, receberam e deram conselhos, sobre a vida, os familiares, dieta saudável. Achei interessante este dialogo entre duas pessoas desconhecidas e de idades totalmente diferentes e que por sua vez souberam ouvir e escutar um ao outro. O jovem desceria antes da senhora.
Quase no ponto onde o jovem desceria, o mesmo falou a senhora que foi um prazer conversar com ela, pois, ela é muito simpática, a senhora disse ter sido muito bom ter conversado com um rapaz tão inteligente.

https://www.clubedeautores.com.br/book/131090--VERDADES_CRONICAS
Hênio Delfino
Enviado por Hênio Delfino em 29/11/2007
Reeditado em 24/06/2012
Código do texto: T758206

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Sobre o autor
Hênio Delfino
Planaltina - Distrito Federal - Brasil
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