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Nova carta ao “rei”



Os economistas brasileiros têm se debruçado sobre os resultados da economia nos últimos anos, com interesses redobrados. Isso é salutar porque mostra ao povo que não entende o economês dos noticiários que nem tudo nela anda às mil maravilhas. Vejamos.
Nos quatros primeiros anos do governo Lula, e esses são dados do Banco Central do Brasil, a remessa de lucros e dividendos das empresas estrangeiras aqui sediadas, enviadas para suas respectivas matrizes multinacionais, foi o triplo da registrada no governo do seu arqui-rival Fernando Henrique Cardoso.
De 2003 a 2006, de cada dez dólares que entraram no Brasil,  seis deles saíram como ganho para as suas sedes. No governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, apenas dois dólares, de cada dez, saíram do país. Números absolutamente diferentes, ficando com o governo do Presidente Lula um ônus bem maior e prejudicial à nossa economia como um todo. E esses números, por que não são extensivamente publicados pelo governo? A isso eu chamo de falta de transparência com os resultados de suas ações!
Os famosos “pés de petróleo” do Lula não conseguiram comprar a meta de adição do óleo vegetal ao diesel, formando o tão sonhado, pelo governo, biodiesel. Para 2008, a meta é de misturar-se ao diesel 5% de óleo vegetal. Metade desse percentual é o que provavelmente se conseguirá. É preciso sonhar menos e governar mais. A retórica não despolui. O verbo tem que ser posto em práticas racionais. Melar-se de óleo publicamente é mais encenação teatral do que realidade de governo. Já é hora de parar com esses truques indesejáveis. Política é coisa bem mais séria!
O Nordeste pobre não poderá produzir oleaginosas sem sequer ter água para beber. O PAC poderia enfrentar a seca nordestina com hombridade e firmeza. Há muitos nordestinos morrendo de sede e fome que não sabem sequer o que se chama desenvolvimento. Criar programas novos de governo de que adianta, já que há tantos programas velhos abandonados? Carecemos de outros olhares sociais. Enquanto os técnicos brasileiros não estiverem governando este país, os políticos continuarão a retardar o nosso desenvolvimento maior, agindo assim, em dessintonia com o real desenvolvimento.
Vejo políticos desletrados ousando infiltrar-se nas academias literárias do país, como se fossem cultos ou se esforçassem para sê-lo. Inverdade. Querem apenas se auto promoverem e isso é lamentável. Rende votos, mas envergonha a sociedade. Seria bem mais justo delas  se eqüidistarem os que gostam de assim proceder!
Há coisas simples que o governo pode fazer e resolver velhos e cruciais problemas do seu povo. Chafariz cria-se e resolvem-se pequenos problemas. Grandes cisternas para colher as raras chuvas no sertão. Construção de pequenas fábricas na alta caatinga, como as de vassouras, espanadores, e tantas outras fabriquetas de fundo de quintal. Isso fixaria o homem no solo sertanejo ou noutros  e geraria emprego e renda. Não necessitaria de grandes somas em dinheiro e nem tampouco dos gastos excessivos com propaganda como vemos no dia-a-dia desses governos todos. O que há para fazer está claro, mas obscuros continuam os interesses políticos dos nossos governantes.
Neste solo, de Norte a Sul, Leste a Oeste, em se plantando, tudo dá. Essa é uma verdade pré-cabralina, quanto mais hoje na modernidade. Sendo assim e diante de tanta bestialidade atual, vou escrever uma outra carta sobre um novo achamento do Brasil, mais precisamente de sua República e vou pô-la no correio com um destinatário exclusivo: o governo brasileiro. Quem sabe se agora não se resolva plantar melhor e, concludentemente, o nosso desenvolvimento seja resolutivo? Vou pagar para ver!



Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 01/12/2007
Código do texto: T760238
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 59 anos
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Paulino Vergetti Neto

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