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Sempre a China




A China continua a envenenar o planeta com a fumaça perigosa das chaminés do seu desembestado desenvolvimento. Apresenta números assustadores para o resto do mundo ao possuir a maioria dos seus rios poluídos e 30 por cento de seu território vitimado pelas  tristes chuvas ácidas. É preciso dizer mais? Sim! Continua na China a inexistir a liberdade para quase tudo! Pequim está entre nuvens negras de CO2 e outros venenos.
Comprar os produtos chineses de exportação é assinar embaixo dessa monstruosidade toda e auxiliar no processo de destruição do planeta. É melhor que pensemos mais fortemente acerca disso.
A China, como se não lhe bastasse envenenar o planeta, ainda deve ao resto do mundo muita satisfação acerca de sua vergonhosa invasão do Tibet, tentando acabar com sua cultura e toda forma de expressão artístico-religiosa. É uma Cuba agigantada, com a diferença que, usando o dinheiro do Ocidente, está se enriquecendo, produzindo bilionários e afastando o homem do campo de qualquer possibilidade de beneficiar-se desse progresso estupendo.
Parece haver duas revoluções na China: uma perversa e a outra um tanto idiota. O porta-voz do 17º Congresso do Partido Comunista Chinês disse em alta e boa voz que: “Nunca iremos copiar o modelo do sistema político ocidental”. O Sr. Li Dongs-heng está grossamente enganado. A China está totalmente atolada na economia globalizada. O seu desenvolvimento está sendo financiado pelo capitalismo ocidental. Lá não se produz nem a proteína necessária para alimentar sua população. Como um país desse arvora-se ser auto-suficiente?
A China não se ocidentalizou apenas,  mas, na verdade, levou o próprio Ocidente para dentro do seu território. Se esse modelo desenvolvimentista não permitir que as idéias da política ocidental entrem também, como sobreviverá a relação da China com o resto do mundo quando houver um pouco mais de milionários em seu continente?
A prova de que a China está se ocidentalizando é encontrar nela os chineses modernos que vestem Calvin Klein, perfumam-se com fragrâncias francesas, alimentam-se com a soja, o suíno e o frango brasileiros, além de fazer uso do ferro, do aço, do alumínio. Nunca a China dependeu tanto da economia ocidental – leia-se capitalista – como agora. Foi engolida e está se esquecendo de que, sair desse jogo, custar-lhe-á o próprio crescimento. Na China faltam desde mulheres para os chineses, até água potável para os habitantes de suas metrópoles. O rio Amarelo está morrendo.  O desenvolvimento desembestado a uma taxa de 10% ao ano, faz com que a cada ano a China paira um outro país dentro de si.
A globalização cercou a China por todos os lados. Não há mais retorno à velha China de Mao. E o pior de tudo é que os chineses não possuem mel e estão todos lambuzados. Quem nunca come mel quando come se lambuza! E a água para matar a sede depois? É um problema mais sério ainda para os chineses!
Pois bem, está lançado o desafio para os governantes atuais que representam a 5ª geração da política revolucionária chinesa, considerados pelos cientistas políticos do mundo como mais humanistas e menos tecnocratas! Cresçam, mas respeitem o resto do planeta. Não podemos respirar por aqui a fumaça das chaminés do desenvolvimento chinês. Veremos!
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 02/12/2007
Código do texto: T761531
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulino Vergetti Neto
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 59 anos
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Paulino Vergetti Neto

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