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Hipertensão

Quinze por dez...

Cabeça ruim parece que vai cair de cima do pescoço. Desânimo. Vontade de ficar deitada na rede, um pé no chão, me balançando, olhando a árvore do quintal crescer. Vendo as formas que tomam as nuvens. Admirar o azul do céu de Maringá.

Quinze por dez. Ontem à tarde e hoje de manhã também.

Tomei o remédio.
Agora, esperar que faça efeito.
Ainda outro dia, medi a pressão em quatro farmácias diferentes. Cada uma deu uma medida. Somei a maior com a menor e dividi por dois. Pronto! “Calculei” o resultado.

Na minha família, o povo todo é hipertenso. Mãe, avó, tios, primos... tenho medo desta assombração. Não queria tomar remédio. Controle de alimentação, caminhadas... só isso deveria bastar.
Mas não basta.

Tomar o remédio é inevitável.
Confesso que não sou muito caprichosa com isso. Tomo apenas quando me é conveniente. Minha avó dá bronca. Minha mãe, conselhos. Preciso me aprumar, assumir que não tenho mais a pressão de mocinha que já tive um dia.
E tomar o remédio direitinho. Senão, nunca que vai controlar.

Quinze por dez... que coisa mais chata, meu Deus!
Margot Jung
Enviado por Margot Jung em 05/12/2007
Código do texto: T765600
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Sobre a autora
Margot Jung
Maringá - Paraná - Brasil, 49 anos
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1 e-livros (69 leituras)
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Margot Jung