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Mundo em guerra

Mundo em guerra

Guerra no Afeganistão
Israel bombardeado à primeira instância
Uma guerra por e sem causas existenciais
Morrem inocentes,
Crianças sem tempo de ver o mundo sem a crueldade que os rodeiam
Nascem com ódio do próximo e as armas nos braços
Hoje terramoto no Irão, morrem mais dez, procuram-se dezenas
Milhares dissipam-se na índia de um minuto para o outro
Quantas casas desabadas?
Quantas lágrimas desesperadas?
Ataques suicidas à loucura de homens que matam outros homens
Tsunami w maremoto que devasta o mundo
Torres que se desabam numa fracção de minutos e cinzas vagueiam a cidade inteira.
Vulcão que entra em erupção nos galápagos
Mais tortura em Angola
Imigrantes ilegais que morrem a caminho do sonho, iludidos por um universo melhor.
Atentados suicidas e homicidas em Londres e Madrid,
Europa no caos
O mundo alerta e na agonia, no medo completo de todos os outros que nos olham suspeitos, o racismo torna-se maior e ingrato.
 Teatro prisioneiro
Escola abatida a tiro matando dezenas dos nossos filhos.
O céu assombra o homem,
Reflecte o seu mal, vira-se e faz uma guerra maior, entre gritos dos anjos e gargalhadas que nos ensurdecem de demónios, emanam eles paz e loucura, e o homem entrega-se e mata-se a si próprio, mata os seus irmãos, viola as regras que criou, anula a criação do tempo matematicamente, com cálculos mal traçados, afinal já não existe nada, não sobra nada e o mundo perde-se num outro ser.
 Aonde se centra a poesia, para além destas tentativas de alguns?
Aonde se centra o amor, para além de histórias que o comprovam?
É a este mundo que trouxe o meu filho, entre a natureza em sossego, recheada de esperança nos meus olhos rasos de lágrimas, e na infinita crença de um mundo melhor.
E um dia eu for a inocente abatida, que valha a causa e a mudança urgente de um barco no mar.
E que nesse dia as flores que existem nas almas floresçam e cresça uma enorme vontade de viver e de amar.
Porque eu, eu fui capaz de amar incondicionalmente o próximo, de me despir para cobrir o velho, o sapo e o vazio, de fazer sorrir um ser verdadeiramente triste, de dar uma flor a alguém pobre de espírito, e dar uma eterna esperança ao meu filho, basta-lhe saber que mesmo assim, num mundo em guerra o deixei vir ao mundo, é por isso que me orgulho!
Joana Sousa Freitas
Enviado por Joana Sousa Freitas em 27/11/2005
Código do texto: T77290
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Sobre a autora
Joana Sousa Freitas
Portugal, 40 anos
118 textos (7241 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 20:45)
Joana Sousa Freitas