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A MULHER ESTÁ CONQUISTANDO O SEU ESPAÇO

A mulher e o homem foram criados para se interagirem, para se completarem. Eles se precisam mutuamente. Deveriam ser iguais as asas de um pássaro, que não se subjugam, mas se equilibram lado a lado propiciando a plenitude do vôo. “Amar não significa tornar o outro adaptado, submisso ou semelhante a nós. Amar significa libertá-lo, deixá-lo livre, deixá-lo viver”. (Penny Mc Lean)

A discriminação e o preconceito contra a mulher são tão antigos quanto o mundo, cujos registros de tamanhas inculturações remontam aos escritos dos mais célebres filósofos da Antigüidade, bem como códigos, constituições e tratados, incluindo poetas, santos e teólogos. Até Napoleão Bonaparte, imperador francês, teria dito que: “As mulheres nada mais são do que máquinas de fazer filhos”. Por isso a mulher tem sido uma guerreira! Tem-se sobressaído com galhardia, enfrentado o desafio com unhas e dentes na tentativa de conquistar o seu espaço, a sua cidadania, o seu direito de competir e mostrar que é capaz.

Não obstante as muitas dificuldades provenientes do resquício desse obsoletismo que permeia as mentes acanhadas da sociedade e, particularmente, do machismo arraigado de muitos maridos, a mulher tem mostrado a sua cara! Hoje, representa 52% do eleitorado e se engaja nas mais variadas profissões no mercado de trabalho. A Constituição de 1988, especificamente, resguardou-lhe direitos de cidadania.

Estamos em transição. É chegada a hora de o homem descer do seu pedestal para dividir conosco as tarefas domésticas em nome dessa igualdade de direitos e da justeza, claro. Hoje, somos parceiras: dividimos responsabilidades financeiras e carinho. Seguimos lado a lado. O estereótipo de fardo, de objeto sexual, foi banido. Podemos nos sustentar com o fruto do nosso trabalho. Com isso, estamos a resgatar a nossa identidade e o respeito, mais do que devidos.

Estamos no páreo, e exemplos dignos nos concitam a batalhar pela cidadania plena, pelo direito de participar da vida socioeconômica e política do País, vencendo esses preconceitos velados, não nos subjugando às subserviências, mas, sobretudo, fazendo nos respeitar pela competência e pela coragem que nos alicerçam, mesmo enfrentando jornada dupla de trabalho para conciliar os deveres domésticos e a criação da prole.

A condição de fêmea, sujeita à sublime missão da maternidade, tem sido impedimento para consecução de empregos. A diferenciação de salários para trabalhos iguais aos do homem é mais uma forma de opressão. Entretanto sabemos que não há discriminação que resista à competência. Basta a oportunidade para provar.

Mesmo sendo denominada de sexo frágil, herdeira da submissão dos meus antepassados, orgulho-me de ser mulher! Carrego na bagagem muitos preconceitos, muitos rótulos, além de uma deficiência locomotora e uma cadeira de rodas para deambular. As dificuldades dribladas dão-me oportunidades, e em nome dessa bandeira que ostento, teço sonhos de igualdade. Vou à luta! O meu nome é trabalho!

A mulher é mãe da humanidade. É o único ser criador, uma vez que concebe, transporta, alimenta, dá à luz e cria um novo ser. A história nos faz recordar de todas as heroínas anônimas que, em nome do amor, se transformaram em mães.

A mulher é a base das nações. O sustentáculo. A fornecedora de homens para todas as guerras, além do elo de amor que une, cala e consola. É um misto de criadora e criatura, “invencível pelas lágrimas e capaz de todos os martírios”.

Genaura Tormin

Genaura Tormin
Enviado por Genaura Tormin em 06/12/2005
Reeditado em 06/03/2009
Código do texto: T81605
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Genaura Tormin
Goiânia - Goiás - Brasil, 69 anos
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