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Essa tal felicidade I... II... III.................................


Crash! Um pensamento. Não. Na verdade um saquinho de amendoim (ai meu colesterol) Eu sei, bem sei...

E essa tal felicidade? (um amendoim) Quer saber? Corri atrás dela por tantos anos, procurando nos olhos de um, nas mãos de outro, na boca ou no coração de outro tal. Nada. Fugaz. Era. Sim. Fugaz como queima de fogos no final do ano. Acabou... passou... tudo voltava ao normal (será que alguma vez mudou?) e segui o caminho no encalço dessa bendita e tal felicidade. E parecia que ela corria, porque eu não conseguia alcançar. No muito, via lá uma pontinha do rabo (?), mas o fôlego não ajudava. (outro amendoim... mais um). Tão longe. A felicidade, então, tão longe. Daí, segue-se que tudo ficou triste. Tudo me pareceu excessivamente melancóóóóólico. Curti uma dor, chorei cantando. Roí unhas de desespero. Comi (outro amendoim) exageradamente – chocolate - . O corpo já não se carregava. A cabeça paralisava num ponto qualquer de um horizonte cinza... e essa porra de felicidade???? Nada de nada. PATAVINAS. Esvaziei de mim. Me fiz oca, nem mesmo ar, nem mesmo sangue. Oca. Oca. Oca.  Descrente. Felicidade não existe. É. Não existe. (outro amendoim). Cavei um buraco, fundo sem fundo (poético) e cuspi lama até transbordar. Cai. Não. Me joguei. Afundei. Era bom (?), morno. Aconchegante (até). Era bonito sofrer. Tão liricamente BONITO. Me deixei. Afundei. Afundei. Já não podia sair. É. Era morte certa. Afogamento na própria lama de mágoas e frustrações e dores e “nãos” e DESFELICIDADE. (três ou quatro amendoins)...  era o fim. Era. Já não havia razão (algum dia houve?). acho que gritei. Alguém então cantou no fundo da minha cabeça. Oca. Então. Se fez oxigênio. Ouvi...

*Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá... Para dar amor
Amor dará e receberá
Do ar, pulmão; da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão do tempo espiral
Amor dará e receberá
Do braço, mão; da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte o seu guia natal
Adeus dor

Verdade? Mentira? Acreditei. Abri os olhos, sim, vi a luz lá, bem lá na frente. Fiz-me coragem nos pés e mãos e tronco e cabeça. Ergui. Me ergui. Lama  por todos os lados. Água. Eu precisava de água limpa. Lavei a alma (será que totalmente? Espero). Me vi outra. Outras cores. Outros olhos. Uma outra eu em mim mesma. Verdadeira. Agora.  Já brilho. Muito mais clara. Mas. É ( outro amendoim). Hoje.  Acordei na hora que queria. Trabalhei. Comi, bebi. Voltei pra casa. Aconchego. Amigos. Família. Espelho. Um grande espelho refletindo minha nova imagem. FELIZ. Feliz? E por que não? Fome. Desalento. Vazio. Ignorância. Etc e tais. Não me pertencem. Sou eu, aqui, frente a mim mesma cantando para as ruas que me recebem, caminhos que hoje trilho com minha vontade na busca do pote de ouro. Meu pote de ouro. Sonhos. OBJETIVOS.

E a tal felicidade?  Hoje ela transborda dos meus poros.  Amanhã? Vou “me“ fazer o possível  para ser e estar nessa tal FELICIDADE.

Crash! Outro saco de amendoim? Não. Fechei aquele. Preciso cuidar do meu colesterol.

E.... sigo cantando para a imagem no espelho:

**De repente a dor
De esperar terminou
E o amor veio enfim.
Eu que sempre sonhei
Mas não acreditei
Muito em mim

Vi o tempo passar
O inverno chegar
Outra vez, mas desta vez
Todo pranto sumiu
Um encanto surgiu
Meu amor

Você
É mais do que sei
É mais que pensei
É mais que esperava, baby

Você
É algo assim
É tudo pra mim
É como eu sonhava, baby

Sou feliz agora...




* Mantra – Nando Reis
** Você – Tim Maia(?)
Paula Cury
Enviado por Paula Cury em 29/12/2005
Código do texto: T91813

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Sobre a autora
Paula Cury
São Paulo - São Paulo - Brasil, 47 anos
114 textos (8472 leituras)
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Paula Cury