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PESADELO

Silêncio!
Tudo calado, mudo.
Nada me dizem.
Será que estou surdo?
Ao menos escuto a mim,
Mas isto não me basta.
Preciso que algo me digam,
Que quebrem este silêncio,
Que me façam voltar a ser ouvinte.
Não me bastam meus próprios reclamos,
Não me satisfazem os ufanos,
Se só são ditos de mim para mim.
Sei que não estou só.
Vejo pessoas que falam umas com as outras.
Grito! E ... nada!
Grito de novo, desta vez mais alto.
E... novamente nada!
Este silêncio já me apavora.
O que...? Meu Deus!!!
Percebo agora,
Estou deitado, inerte.
Oh!!! Morri! Sim, morri!
E devo estar a caminho do inferno,
Não! Não pode ser!
No inferno há sofrimento e ranger de dentes,
Ao menos, deveria escutar os lamentos.
É bíblico!
O silêncio perdura.... perdura....perdura...
Espere... acho que ouço algo,
Sim, é alguém que me chama pelo nome
Está lonnnnge, mas ouço.
Quem será?
Será o meu Deus?
Será que estou a caminho do céu?
De repente tudo fica claro.
Já escuto vozes,
E uma delas me diz:
Levanta homem!!!
Já acabou o Jornal Nacional,
Vou desligar a televisão,
Sai daí!
Vai pra cama dormir!
É... acordei e nem sei se tive um pesadelo,
Ou se o pesadelo vai começar agora.
Hegler Horta
Enviado por Hegler Horta em 03/01/2006
Código do texto: T93696
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Sobre o autor
Hegler Horta
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 70 anos
153 textos (6826 leituras)
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Hegler Horta