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OS HOMENS SÃO TODOS IGUAIS(?)

"The most exciting, challenging and significant relationship of all is the one you have with yourself. And if you find someone to love the you you love, well, that\'s just fabulous."

            Todos os dias, no jornal, em algum livro ou revista, e-mails que circulam por aí ou mesmo sentados no botequim com amigos – ou principalmente amigas – o assunto aparece: os homens são assim, os homens são assado. Imagino que o mesmo, em sentido inverso deve passar-se com eles, muito embora eu tenha quase certeza que os homens não gastam lá muito do seu tempo para discutir as mulheres. Não desta maneira. Não da forma como as mulheres discutem o sexo oposto. As mulheres discutem este assunto meio na base do Tratado da Psiquê Masculina. Ou quem sabe: Uma discussão antropofilosófica da masculinidade. Ou ainda: Os homens – uma análise aprofundada do comportamento masculino à luz das mudanças sociais no final do século XX.
           Não. Definitivamente, a conversa masculina deriva para praias mais aprazíveis quando o assunto é mulher. E de preferência, praias de nudismo. Nenhuma crítica ou protesto. Afinal, o que pode ser mais agradável? Se eu fosse homem, certamente faria o mesmo. Mas as moças gostam de gastar horas tentando entender por que os homens isto ou por que os homens aquilo. E é lógico, não se chega a conclusão prática e útil nenhuma. A única conclusão é aquela frasezinha antiquíssima do tempo da bisavó: os homens são todos iguais.
           Discordo frontalmente. E que me perdoem as amigas mais feministas ou muito engajadas na defesa dessa tese. Não são iguais não. Nem mesmo se fosse pra dizer que pelo menos são iguais porque todos gostam de mulher. Hoje a gente sabe que o percentual que não gosta da fruta é alto. Trocaram melões, maçãs etc por banana e parecem bem felizes com isso. Assim, nem mesmo neste ponto pode-se dizer que os homens sejam todos iguais.
Eles talvez tenham semelhanças, talvez ajam de forma semelhante com relação a determinadas situações, mas o que dizer de nós mulheres? Acaso somos um mar de originalidade neste deserto de mesmice em que os colocamos? Olhando bem honestamente para o espelho, vamos ver que também não somos lá aquela criatividade toda...
             Ao fim e ao cabo de qualquer análise mais honesta, a verdade é que – graças aos santos e ao bom Deus, Buda e assemelhados – somos todos muito diferentes, homens e mulheres. Diferentes entre nós e entre nossos iguais. E é aí que está toda a graça. A grande sacada não é discutir o mundo masculino e entender os homens e chegar à conclusão de que são iguais ou não, se eles têm salvação ou não, e por aí vai. A questão é saber se o homem que está fazendo você chegar à triste conclusão de que “são todos iguais, tudo farinha do mesmo saco” vale a pena ser discutido.
            Não tem homem ideal. Não tem mulher perfeita. Isso a gente sabe. Mas vai aí uma dica que pode ajudar bastante: recebi a citação aí no alto do texto de alguém, que se não é ideal ou perfeito, pelo menos me parece “o homem”. E a medida que a frase sugere tem me dado a certeza de que este é o melhor jeito de saber quando estamos no caminho certo: “A relação mais excitante, desafiadora e significativa é aquela que você tem com você mesmo. E se você encontra alguém que ama o ‘você’ que você ama – bom, é simplesmente fabuloso.”
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 05/04/2005
Código do texto: T9854

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai