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Quente Sexta Feira 13

Era uma sexta-feira, dia 13 de janeiro de 2012 para ser exato. A noite descera soberana ante aos olhos dos irmãos que aguardam tal evento.  Eram três os pequenos aventureiros que haviam se mudado há pouco tempo para Essex, na Inglaterra. Lucas dentre todos era o mais velho, seguido de Rafael, o primeiro contava 17 anos, Rafael dois anos mais novo e, completava a trupe uma jovem graciosa, de nome Anna.
Definitivamente a nova moradia não era o lugar mais maravilhoso que estes já haviam conhecido, entretanto o baixou custo da casa os obrigara a morar ali. Depois de descobertas as falsetas do pai, acabaram ficando “pobres” e, morando na casa agora cedida pela avó, que escondia alguns segredos que ninguém, nem mesmo os antigos moradores gostavam de comentar.

Dia 11 de Janeiro de 2012 - Florianópolis, bela manhã de sol, Rafael e Lucas tomavam café e Anna ainda sonolenta penteava seus cabelos louros. No dia seguinte começariam as aulas.  Os meninos iriam para a Escola Naval Saint Peter e a bela Anna para a Escola de Ensino Aprofundado Amanda Scotch. Isso significaria que os três se separariam depois das longas e recentes férias inesquecíveis, pelo menos para Anna e Lucas.
Ambas as escolas eram específicas, uma para homens e outra para moças e, eles tinham esse conhecimento. Por tal motivo Lucas, o mais falante, resolveu propor aos irmãos um plano, não era apenas um plano comum, mas sim um plano de fuga.
- Anna, Rafael temos que evitar essa separação, não podemos deixar que destruam nossas vidas.
Rafael sem entender direito o que o irmão queria resolveu aceitar, ainda que para ele isso não fizesse sentido, uma vez que em julho se juntariam novamente para as férias de inverno. Anna concordava fazendo movimentos afirmativos com a cabeça e dizendo:
- Exatamente, temos que fugir antes que nos privem de nossos bons momentos.
Desta vez Rafael pensou que Anna falava das coisas que os três faziam juntos como as brincadeiras e as viagens.  Todavia Anna olhava fixo para seu “irmão” mais velho fazendo cara de desejo.
Com a proposta aceita, os jovens selaram o compromisso com um breve ritual de sangue. Cortaram a ponta dos dedos com uma faca de serra, em seguida os juntaram e pronunciaram as palavras:
“Nomine patris et spiritus unione in sanguine juravit nunquam erit quidem in carne, in vivo, in spiritu et mortem.” •.
O dia inteiro os irmãos passaram imaginado como seria a fuga, pensavam no que levar, para onde iriam, o que fariam. Com esses pensamentos a noite chegou e junto dela um desejo incalculável de Lucas por Anna, sua irmã querida.
Era por volta das 23:00 horas, e Lucas sem sono, foi beber água na cozinha. Lá encontrou Rafael, encolhido em baixo da mesa, falando coisas sem sentido.
- Não, sai daqui.
- Me deixe, saí não nos faça mal.
- Vá embora.
Lucas agachou-se e viu o olhar assustado de seu irmão.
- O que há de errado mano?
- Hey, fale comigo.
Ouviu-se então a voz do silêncio da noite escura.
De repente o irmão mais novo, saiu do local onde antes se abrigara e, pegou na mão de Lucas, fazendo-lhe um pedido:
- Me leve para o quarto.
Vendo o estado em que a pobre criatura se encontrava, o irmão levou-o até o quarto, onde este se deitou e logo adormeceu.
Depois do estranho fato ocorrido, Lucas foi até o quarto de Anna.
Bateu na porta e, logo foi entrando. Anna o aguardava lá, com uma roupa sensual. Lucas deu um sorriso e, Anna deitou-se de modo convidativo aguardando os atos do que ela chamava de “seu homem”.
Ele tirou a camisa vagarosamente e, avançou até a cama de Anna. Beijou-a o pescoço. Ela sentiu um arrepio passando por seu corpo, uma sensação de prazer incondicional. Lucas a despiu com carinho, foi passando a mão por todo belo corpo da amada, um tanto jovem. Anna nesta ocasião estava com 20 anos e, não era a primeira noite de amor com seu irmão. Faziam isso desde que o jovem possuía a idade de Rafael.
A menina mulher indicava seus caminhos pegando a mão de Lucas e guiando-o até seu sexo. O jovem por si só, escolheu usar a língua onde Anna o indicou a por a mão.
Deste modo arrancou muitos gemidos de sua irmã-mulher. Deixou-a em um êxtase, e entre os movimentos de prazer que o corpo de Anna executava sem que pudesse controlar e seus grunhidos, ela atingiu o primeiro orgasmo da noite.
Ele então Fê-la pôr seu pênis na boca, sem demonstrar surpresa ela o engoliu o quanto pôde, por varias vezes. Subitamente colocou-a em posição favorável, ela de costas para ele. Anna deixou seu corpo relaxar enquanto Lucas a penetrava cautelosamente. Quando sentiu que fora violada soltou um grito baixo de dor e prazer, as estocadas fortes do jovem a fizeram entrar em um misto de arrependimento e gosto. Sentia o sangue fervilhar nas veias, e as ondas de calor entrar em sua mente.  Falava cada vez mais alto:
- Isso Lucas, eu te amo.
- Não para amor, vai mais rápido.
Ele respondia as indagações com movimentos mais fortes e velozes.
Tanto agito, levou Rafael a despertar. Curioso, resolveu levantar de sua cama e ir conferir o que estava causando os gritos insanos.
Olhou pela porta entreaberta e, incrédulo presenciou a cena em que Lucas expelia seu líquido seminal na face de sua irmã. Agora entendida o motivo pelo qual se daria a fuga. Contudo não estava mais disposto a fazê-la, não de graça.
O ato surreal acabara. Então Rafael voltou apressadamente para seu quarto e, aguardou Lucas e Anna irem dormir.
Manhã de 12 de janeiro.
Hora do café. Lucas com a cara de quem dormiu muito bem, dá bom dia aos irmãos.
- Bom dia Anna.
- Bom dia Rafael.
Anna rapidamente e com um sorriso no rosto o responde.
- Bom dia Lu. Dormiu bem?
Rafael sem demora entra na conversa com um tom irônico.
- Não tenho dúvidas de que dormiu muito bem.
Surpresos pelo comentário feito pelo irmão, os amantes calaram-se. Tentando desviar o assunto, Lucas questiona.
- O que aconteceu com você ontem à noite Rafa?
- Nada, respondeu com uma voz envergonhada.
Pensou um pouco e meio tímido resolveu que era a hora de compartilhar seu segredo.
- Eu tenho uma doença.
Anna e Lucas embranqueceram.
- O que você tem menino? Perguntou Anna.
- Esquizofrenia. Disse Rafael sem rodeios.  – Vejo pessoas, e elas conversam comigo, querem nos fazer mal, mas...
-... Eu não vou deixar.
Agora Lucas entendia o que ocorrera na noite anterior.
A cozinha ficou em silêncio.
Rompendo-o Rafael os tranquilizou.
 – Não se preocupem comigo.
Eles fizeram sinal afirmativo com a cabeça parecendo pouco preocupados.
Este era o dia de início das aulas. Mas era também o dia de pôr o plano em prática.   Arrumaram as mochilas, pegaram mantimentos na cozinha, algumas poucas roupas e cobertores. Agora era só aguardar.
13h00 da tarde, pegaram suas mochilas e entraram no carro de Samuel, o pai que eles tinham em comum.  Quando o carro parou no posto de gasolina, perceberam que era esse o momento. Samuel foi até a loja de conveniências comprar alguns biscoitos e refrescos para seus filhos, já que a viagem para o colégio seria longa. Neste momento Anna, que já possuía a carteira de motorista, sentou-se ao volante e acelerou como nunca. Samuel enfurecido pegou o celular e imediatamente ligou para a polícia, que 17 minutos depois pegou os jovens na principal via da cidade. Todos foram parar na delegacia. Samuel foi o ultimo a chegar, nem bem o fez e já recebeu voz de prisão por não pagar o imposto de renda, por lavagem de dinheiro e por corrupção ativa e passiva. Os jovens foram liberados após uma conversa com o delegado.
Agora tudo estava com queriam. Entretanto não puderam voltar para a casa onde moravam, uma vez que esta foi comprada com dinheiro ilegal, portanto o governo brasileiro ficou com a posse do imóvel. Sem saída foram mandados a Inglaterra na noite deste mesmo dia, onde a Avó Catherine os esperava.

Dia 13 de janeiro de 2012, 6:30 da manhã, Essex- Inglaterra.
Ao chegarem no aeroporto foram recepcionados pelo motorista Jeremy, que tratou de leva-los até a casa de Catherine. Chegando, a avó nada amigável foi falando em tom serio.
- Vocês foram mandados para mim.
- Eu não quero vê-los aqui, por isso comprei uma casa para os três morarem, afinal não era esse o plano? Fugir de casa.
Este foi o “castigo” imposto pela avó.
A princípio gostaram da ideia, mas quando chegaram a casa foram tomados por um misto de terror e fascínio.
A casa ficava ao lado de uma paróquia, Paróquia de Borley. Por alguma razão aquele lugar era estranho, dava medo só de olhar. Não havia muitos vizinhos, e tinham que se acostumar com ela, pois seria a nova residência dos Benhossi. Trataram de se acomodar.
A noite descera soberana ante aos olhos dos irmãos que aguardam tal evento.
De uma conversa surgiu varias ideias de jogos, começaram com “verdade ou consequência”
Rafael pôs a garrafa em movimento que parou apontada para Lucas. O Irmão mais novo disse ameaçadoramente.
- Verdade ou consequência?
Lucas estranhou o tom do irmão, mas pediu verdade.
Rafael questionou.
- É verdade que você e Anna têm um caso?
Lucas e Anna soaram frios e, tentaram convencer Rafael de que isso era paranoia, coisa da cabeça dele, que ele estava falando besteira.
Sem responder ao questionamento o jogo parou.
Todos tomaram um ar de seriedade, e mesmo com todo o ocorrido resolveram partir para o jogo do copo.
Anna pegou um copo na cozinha e o pôs sobre a pequena mesa de vidro contida na sala de estar. Com uma caneta de hidrocor formaram o alfabeto nas bordas da mesa, em seguida fizeram um risco no meio desta, do lado direito foi escrito “SIM”, do esquerdo “Não”, acima das letras do alfabeto foram colocados os números de 0 a 9, formando assim um tabuleiro completo. Dispuseram as mãos sobre o copo, e iniciou-se a rodada de perguntas.
Por volta da quarta pergunta os jogadores viram vultos, achando que era o psicológico afetado pelo jogo ignoraram. As lâmpadas se apagaram e, a televisão ligou sozinha. Nela era possível ver apenas o chuvisco em preto, branco e cinza.
Apavoraram-se e saíram aos gritos, já no jardim perceberam que não havia vizinhos e que estavam definitivamente sozinhos. Os três deram as mãos e entram novamente na casa.  O erro estava cometido.
Na escuridão da casa, que era apenas iluminada pela televisão, foram forçados a separarem-se depois de terem visto algo que não sabiam o que era. Lucas correu para a Cozinha e pegou uma faca.
Anna foi até o quarto e pegou a lanterna que havia trazido do Brasil e, um martelado que encontrou no chão próximo a porta do banheiro.
Rafael, o menos assustado por já ter sentido a sensação de ver coisas irreais, era o mais tranquilo. Foi rapidamente para a garagem e pegou uma foice.
Nesse momento o terror assolava Lucas, que se encontrava estático na cozinha e, Anna imóvel na porta do quarto. Rafael subiu as escadas encontrou Anna quase chorando com cara de medo, abraçou-a e disse.
- Calma mana, está tudo bem.
Ela colocou a cabeça no peito do irmão, ele bem mais calmo e já sem medo levou-a até a cama.
- Sabe Anna, eu posso ser meio maluco, mas sei o que você e o Lucas fizeram naquela noite, sei também que o plano era apenas para vocês poderem viver esse amor impossível. E acredite isso não poderia acabar bem, pelo simples fato Anna, de eu te desejar muito mais do que o Lucas.
Anna ao mesmo tempo em que ficou surpresa também ficou confusa. Contudo não viu problemas em se entregar a mais um irmão, para ela não fazia diferença, Lucas era seu objeto, um fetiche qualquer e, como Rafael também era seu irmão...
... Em meio à situação confusa, Rafael achou o interruptor a acendeu a luz.  Pode ver Anna, que estava maravilhosa com seu pijama Branco. Tirou apressadamente a roupa da irmã que trajava um conjunto vermelho sexy de calcinha e sutiã por baixo da vestimenta comportada.
Despiu-se mais rápido ainda e mostrou a sua querida irmã seu instrumento.
Ela pensou, Lucas tinha um maior, mas se é o que temos para hoje...
Rafael era virgem e Anna percebeu isso, então assim como fazia para Lucas, indicava os caminhos do prazer a Rafael.
Anna jogou Rafa na cama e, pegou no pênis do irmão, que sentiu um prazer incontrolável apenas com os toques das mãos macias. A irmã dos fetiches estranhos, colocou o membro de aproximadamente 15 cm na boca, com uma voracidade e uma fome por sexo, que Rafael desconhecia, mas que estava adorando.
A menina sentou-se sobre o pau do jovem rapaz, que enlouquecido gemia alto, ela cavalgava rapidamente sobre o membro e a respiração ficava ofegante a cada momento.
Rafael pediu com carinho para que Anna fizesse uma espanhola. Ela sem nada a perder ficou ajoelhada enquanto o irmão, agora sentado na cama, posicionava o pênis entre os seios da jovem. Ele soltava gemidos que faziam Anna apertar mais a glande contra seus seios, de repente uma explosão de esperma foi lançada caindo no pescoço, na boca e nos seios de Anna que adorou mesmo não chegando ao orgasmo nesta ocasião. Rafael ainda não satisfeito, colocou- a no que pode ser chamado de dog-style e, mesmo sem experiência a penetrou veementemente . Anna sentiu novamente o sangue correndo rápido nas veias, e desta vez teve orgasmos múltiplos, se Rafa não era tão dotado quanto o irmão fazia sexo muito melhor.
Enquanto isso ocorria no quarto, Lucas estava em espasmos na cozinha, de repente sentiu algo penetrar seu peito, pôs a mão sobre o local onde havia uma leve ardência e olhou, era sangue. Caiu no chão feito uma pedra que cai quando lançada e apagou.
Depois do sexo ocorrido no quarto, Rafael foi até a cozinha ver como estava Lucas. Quando o viu no chão apavorou-se, acendeu rapidamente a lâmpada e viu o irmão estirado com a camisa aberta e o peito amostra, nele uma tatuagem feita à faca com as escritas “juntos na carne, na vida, no espírito e na MORTE, em baixo da frase ficaram gravados os números 666”
Rafael imediatamente lembrou-se do juramento feito dias antes e gelou. Correu para o quarto onde Anna estava, passou pela sala e viu a televisão desligar-se. Apressou os passos e, quando chegou o inevitável tinha ocorrido.
Anna estava de costas, com a cabeça escondida pelo travesseiro, ele chamou-a.
- Anna!!!
Não ouviu resposta, tirou o travesseiro de cima da cabeça de quem acabara de possuir e viu-a decapitada. Nas costas as escritas “Não faça pactos em nome de um senhor sem nome, ele pode aceitar”.
As lágrimas desceram do rosto de Rafael, que estava incrédulo com a situação. Perturbado pela mente, viu um senhor de preto vir em sua direção. Perguntou-lhe o nome.
- Qual é seu nome? Quem é você?
A resposta veio acompanhada de um riso maléfico.
- HAUUHAUAHUA, eu? Não me reconheces mais Rafael?
- Sou o senhor a quem o pacto foi oferecido.
- E como dizia o contrato “juntos na morte” estou aqui para leva-lo.
- Já que seus irmãos já foram...
Rafael já não sabia se aquilo era real, se estava diante de Lúcifer, ou se era tudo devido a sua deficiência....
... A noite foi embora, com ela levou Anna, uma pessoa doentia que possuía a Síndrome do Don Juanismo. Levou também Rafael e Lucas, que foram seduzidos pela irmã. Ao lado do corpo de Rafael foram encontrados uma lanterna, uma foice, um martelo e uma faca.
E a morte dos três ainda hoje é uma incógnita.

A avó, nada querida, Catherine uma mulher com envolvimentos na magia negra, foi vista saindo da casa pelo Padre Nicodemos e, pelos espíritos que a seguiam...
Agora os irmãos estavam unidos, todas as noites vagavam pela casa...
Sim, definitivamente unidos, pela carne, pelo espírito, na vida e agora na morte.
Japaboy
Enviado por Japaboy em 23/02/2012
Reeditado em 23/02/2012
Código do texto: T3514698

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Japaboy
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