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A POLÍTICA NEGOU FUTURO DECENTE AO NORDESTE

A história negou futuro decente ao povo pobre
Ao nobre povo nordestino do Brasil
Colocando todo mundo rumo ao Sul
Nesta herança de séculos de mando errado

Eu não sou daqui. Só, aqui estou como tantos
Por que fomos tangidos da terra
Pela política devassa
Desgraça que assolou o País
E perdura na velha política dos governos atuais
 
Morte de pobres e sufoco às revoltas justas
Fogo nas palhoças de Conselheiro.
Matança de índios e tangimento sertanejo
Tenho nojo dos coronéis e seus aliados
Da compra de voto com esmolas que perdura
 
Eu não sou daqui. Só aqui estou como tantos
Por que fomos tangidos da terra
Todo mundo rumo sul: fazer a favelacidade
Canudos sem força às pencas erguidas à margem
Sobre e ao lado de córregos infectos
Nos barrancos e  monturos da cintilante cidade
 
Tudo isso pra pouco: pra se manter intactos
Os privilégios da nata social hereditária
Descendentes diretos diletos da escória ancestral
Invasores, náufragos e degredados em geral
Elevados aqui à categoria de mandatários
Mamadores da teta nacional
Entreguistas da cultura e da riqueza da nação

Eu não sou daqui. Só, aqui estou como tantos
Por que fomos tangidos da terra
Não capitulo. Lampião, não entrego as armas.
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 14/07/2006
Reeditado em 17/07/2006
Código do texto: T193875

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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