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EM CRISTO MORREMOS PARA VIVERMOS

EM CRISTO MORREMOS PARA VIVERMOS LC 18.18-30
 A igreja tem vivido dias de turbulência, os púlpitos têm vivido em crise, pois a pregação evangélica tem mudado o tom. A promoção da fé genuína em cristo, onde o homem é que precisa adequar-se a vontade de Deus, submetendo a sua vontade, tem perdido espaço para o promocional da fé. Hoje o homem pode ser salvo sem passar pela crise do desespero, da  morte, a cruz foi arrancada dos lombos dos cristãos. A fé cristã pode ser vivida de qualquer forma. Não é preciso mais a sinceridade, basta o culto alegre e está tudo bem.
Isto é uma mentira. O homem precisa da crise para crer, precisa duvidar do seu estilo de vida, precisa negar o seu modo de viver e assumir a cruz de cristo, a natureza de servo.

VIDA DE APARENTE TRANQUILIDADE
O homem constrói tudo para o conforto pessoal.
Constrói uma religião: Ele tinha uma religião, cumpria os mandamentos da sua religião que era divina. V 21 “tudo isso tenho observado desde a minha juventude”
 Constrói patrimônio:  v. 23 “... por que era riquíssimo”.
Constrói posição social:  v. 18 “Certo homem de posição perguntou...”.

Todas essas conquistas são importantes para o homem, contudo, tudo isso o faz desesperar-se. Ao perceber que precisa fazer morrer-se. Quando é  confrontado com a dimensão  da eternidade, e que para adentrar a eternidade ele precisa fazer o eu morrer. Nessa situação que muitas pessoas que foram confrontadas com o Evangelho de Cristo e não morreu, vivem desesperadas. Conscientes da verdade, porém desassociada da mesma.

A PERSPECTIVA DA MORTE LEVA O HOMEM AO DESESPERO
Creio que a maioria dos presentes, já presenciou alguém perante a morte física. Cazuza, o cantor da geração 80 e 90, Cantaram: “Eu vi a cara da morte, e ela estava viva...”. Este cantor lutou com todas as forças por mais alguns dias de vida. Não queria render-se a inimiga tão cruel. O Brasil viveu um fato histórico que arrebatava a nação, e fez-nos permanecer com  os televisores ligados. Ao ouvirmos a musica de Milton Nascimento “coração de estudante”, nossos corações batiam mais forte; pois a notícia da morte do presidente Tancredo Neves, desvaneceria as esperanças da nação.
A Bíblia narra a História de Jesus no Getsêmane. O momento vivido no jardim, é momento de enfrentamento da morte. Ela estava se aproximando. Jesus faz a oração mais difícil; pois para aquele momento ele veio. Contudo Ele orou: “Pai se possível afasta de mim o cálice da morte” Lc 22.42.
“Levantai-vos, e orai, para que não sejas tentado a abandonar a missão” Lc 22.46.
Pedro negou para não morrer
“Mulher, não o conheço” Lc. 22.57.

Inicialmente a mensagem do Evangelho causa desespero. É um chamado para a morte. O homem é desafiado a morrer a sua natureza de pecado, a sua natureza egoísta.
O evangelho é um chamamento à crucificação, e isso é desesperador.

Jesus disse: “se alguém  quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Tomar a cruz é morrer”.
A exigência de Jesus apavorou aquele homem de posição.
“Ouvindo ele estas palavras ficou muito triste... Jesus vendo-o triste disse que dificilmente entrarão no reino de Deus os avarentos”. 18.23,24.

Lucas não narra o desespero desse homem, mas imaginemos: “Distribuir meus bens? Ganhar pouco? Servir uma irmandade? E a eternidade? Trocar 60,70 ou 80 anos, ou desistir de tudo que tenho por uma proposta de vida eterna; mudar meus conceitos de religião por um relacionamento pessoal com Deus... com certeza é mais pesado”...

APÓS O DESESPERO, MORRE O PECADOR.

Em 1838, o governo do Império Britânico enviou uma ordem à Jamaica determinando a abolição da escravatura. Naquela noite memorável, os escravos fizeram um caixão de mogno e cavaram um túmulo. Depois, colocaram no caixão os chicotes, ferros de tortura, ferros de marcar, fragmentos de pedra de mó, algemas e as camisas e vestimentas grosseiras de escravos.  Depois que todos aqueles objetos, remanescentes de sua infeliz condição de escravos, foram colocados no esquife, eles fecharam a tampa, e, ao soar da meia-noite, eles o baixaram ao túmulo. Com isso, estavam celebrando sua libertação, e alegremente cantaram seu hino de louvor a Deus.
A morte do meu dogma de auto-justificação diante de Deus,  justificação mediante meus esforços pessoal.
Qual a arrogância que o levou ao desespero e agora precisa morrer?
O apóstolo Paulo  era uma pessoa arrogante que perseguia os crentes... Até que ele encontrou Jesus a sua frente... Foi quando veio o desespero que culminou com a morte da sua natureza arrogante.
Olhemos a sua convicção da morte da natureza do pecado que vivia nele;
“Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravo” Rm 6.6.
Paulo morreu. Morreu o perseguidor, o adversário de Cristo. Ele continua dizendo “fomos sepultados com ele na morte pelo batismo” Rm 6.4.

O evangelho não requer do homem uma reforma, uma melhoria. Jesus deseja que ao aproximar,  os homens morram para si mesmos. Jesus não salva o homem se primeiro o homem não morrer
Cristo é exigente, ele diz: “Quem perde a sua vida achá-la-a”  Mt 10.39.

Os cristãos da Galácia, que eram judaizantes, praticavam ritos como forma de justificar-se perante Deus. Eles viam nessas cerimônias uma maneira de ser cristãos de categoria diferenciada. Paulo observa-os e diz: “Gloriar-me, senão na cruz, (Na morte) de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado (morto) para mim, e eu para o mundo” Gl 6.14.
Essa morte é aquilo que Paulo chama de morte para o pecado. Rm 10.10

RESUSCITAÇÃO: UM PRIVILÉGIO DOS MORTOS
Paulo escrevendo a igreja de Corinto sobre  a ressurreição dos últimos dias diz: “... o que semeais não nasce se primeiro não morrer” I Cor 15.36.

Portanto o novo nascimento para uma nova vida exige a morte da atual.
Jesus Disse a um Mestre da Lei chamado Nicodemos: “Necessário vos é nascer de Novo” Jo 3.3. Antes de nascer de novo e necessário Morrer. Foi esse o ensino de Cristo ao Rabino de Israel.

A RESSURREIÇÃO É EM CRISTO
Morremos em Cristo, mas como cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do pai, assim, também andemos em novidade de vida... Certamente somos semelhantes a ele na ressurreição. Se morrermos com Cristo, com ele também viveremos.

A VIDA DO RESSURETO EM CRISTO
A vida do ressureto em cristo tem como finalidade conformar (tomar forma) a sua vida com a de Deus.
“... e vos revestistes do novo homem que se refaz segundo a imagem daquele que o Criou” Col  3.12-14.

Lucas contrasta a história do homem de posição com a de um cobrador de imposto chamado Zaqueu. Homem  odiado e desonesto. Mas zaqueu foi confrontado com a mensagem de Jesus. Desesperou pela sua vida de pecado, Crucificou a natureza pecadora e ressuscitou em cristo, mudando de vida. Por isso Jesus foi pousar em sua casa.
Lc 19.5-9 “... Quando Jesus chegou aquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria. Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com pecador. Entrementes, zaqueu levantou e disse ao Senhor: Senhor resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; aos pobres,  e, se  nalguma cousa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então Jesus lhe disse: hoje houve salvação nesta casa, pois que também este é filho (pela fé) de Abraão”.
CIRLON PEREIRA
Enviado por CIRLON PEREIRA em 06/10/2006
Código do texto: T258142

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Sobre o autor
CIRLON PEREIRA
Ilhéus - Bahia - Brasil, 44 anos
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