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A desvalorização da mulher e da vida humana


       O feminismo cego tem instaurado no senso comum concepções a respeito da independência da mulher, da igualdade entre os sexos, dos direitos das mulheres, da vida humana, dentre outros temas afins. Muitas evoluções acontecem nesse campo. A mulher pode trabalhar se assim desejar, não precisa se submeter à violência doméstica, o que é muito bom para a dignidade humana. Mas, em contra partida, outros retrocessos acontecem nesta área que mais desvalorizam a mulher e a vida humana. São idéias que têm se estabelecido, como por exemplo, a insistência em dizer que a mulher de antigamente era vista como objeto de reprodução. De fato, na sociedade patriarcal, a função da mulher era cuidar do lar, dos filhos e principalmente gerá-los.
       No entanto, quando se define esta situação da mulher costuma-se dizer que ela era vista como mero objeto de reprodução,como já foi dito. Mas esta definição é baseada claramente no pensamento que se tem hoje em dia, pois se julga a sociedade do passado com base nas concepções do mundo moderno. E será que a mulher era vista assim? Qual o fundamento para hoje se ver a mulher do passado desse jeito?
       Ora, quando se vê a capacidade de gerar filhos como uma produção mecânica é porque o fruto dessa “produção mecânica” também é visto como coisa, a saber, o ser humano. É isso mesmo. No mundo contemporâneo, cada vez mais individualista e materialista, a pessoa humana tem sido coisificada, ou seja, vista como uma coisa, um objeto, que pode ser jogado fora a qualquer momento. É esse mesmo pensamento que torna permissível o impedimento da procriação, o uso das pessoas como simples objetos de prazer, e o aborto, que cientificamente e racionalmente é um ato de homicídio contra uma pessoa humana, mesmo que algumas posições filosóficas e subjetivas tentem relativizar, negar isso e até inverter os valores tomando tal atitude como um direito da mulher e esquecendo do direito do ser humano que já foi concebido.
        Realmente a principal função da mulher era procriar e criar os filhos, mas isso não a diminuía enquanto pessoa e menos ainda a tornava um objeto, pelo contrário, assim sendo, a mulher era muito mais valorizada do que é hoje. E por que defendo isso?
Ora, Se a vida humana é o que tem de mais valioso e digno nesse mundo, então a capacidade de gerar outra vida é igualmente a função mais importante que alguém pode ter. E é claro que a concepção se dá pelo homem e pela mulher, mas é dentro desta que o novo ser irá se desenvolver e crescer nos seus primeiros meses de vida. Logo, a mulher deve ser privilegiada por ter essa função e não depreciada.
Se antes a reprodução era a suma função das mulheres, é porque se reconhecia o que elas tinham de mais valioso, é o que elas podiam fazer de mais importante: gerar uma vida humana. Assim a vida humana também era mais valorizada. Então se gerar e criar os filhos é muito mais grandioso do que qualquer trabalho profissional, se essa é a melhor contribuição que uma mulher pode dar para a sociedade, por que não ela se dedicar a essa função?
       Se a vida humana não estivesse sendo tão desvalorizada como está acontecendo, o gerar vidas também não seria, nem a mulher do passado seria chamada de objeto reprodutor, visto que a reprodução não produz coisas, mas pessoas, a mulher seria vista como um dos seres mais honrados e valorizados por carregar no ventre o que tem de mais belo no mundo: a vida de um ser humano.
      As concepções modernas criticam as sociedades antigas por fazerem da mulher um mero “objeto de reprodução”. Mas eu critico essas ideias modernas. E digo ainda que antes se valorizava mais a mulher do que agora, pois valorizavam o que há de mais digno; a capacidade de gerar uma pessoa.
     A insistência em querer igualar as mulheres aos homens, ao invés de valorizá-las, as diminuem, pois no fundo se quer dizer com isso que só as características e os papéis dos homens que são bons, dignos e superiores. Dar o devido valor a uma mulher não deve ser torná-la um homem, mas exaltar aquilo que é próprio das mulheres e só delas, como por exemplo, a maternidade.
Olhos de Coruja
Enviado por Olhos de Coruja em 15/06/2011
Código do texto: T3036146

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Sobre a autora
Olhos de Coruja
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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