Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Vanderley Caixe - Discurso de posse na Academia Ribeirãopretana de Letras


Fiéis ao tempo e ao contexto, somos um pouco de todas as nossas gerações, e o que construímos aos nossos semelhantes.
Como disse o poeta-escritor-filósofo: “nada do que é humano me é indiferente.”
Aos meus avós Luiza e Abrão Caixe; José e Inês Martinelli.
A minha companheira Ayala Rocha;
Aos meus filhos Vanderley Caixe Filho e Maria Ana Rocha Caixe;
Aos anos ricos de aprendizado na vida; na coerência que me seduz ainda; no impulso por uma sociedade livre, justa, igualitária e soberana.

Senhor presidente da Academia Ribeirãopretana de Letras, autoridades presentes,
Confrades acadêmicos, meus amigos.
Senhoras e Senhores,

Houve um tempo em nosso país em que a lei, a ordem e o processo democrático foram substituídos pelo arbítrio das baionetas sob um regime militar. A figuração criminal foi transformada em tipos da lei de segurança nacional. O verbo prender em flagrante ou por ordem judicial foi desprezado pela figura do seqüestro.

Um tempo em que não havia presos, mas seqüestrados. Desapareciam as pessoas opositoras ou simplesmente suspeitas pelo inconformismo ao regime da ditadura militar.

Muitos brasileiros “desapareceram”. Os que apareciam já estavam enquadrados em qualquer dispositivo da lei fascista de então.
Os “desaparecidos” nunca apareciam. Nunca foram presos.
Essa era a explicação dos quartéis ou dos juizes-auditores militares.
Na época, muitos brasileiros foram “desaparecidos”. Os que sobreviveram foram denunciados e condenados. Presos políticos.
E por que falo isso nesse momento? Por que fui um dos presos políticos neste país condenado ao “desaparecimento”, juntamente com outros companheiros.

Fomos seqüestrados.
Legalmente, nem o judiciário, nem a sociedade “sabia” da nossa prisão.
Não havia a nota de culpa, não havia denúncia. Nada!

Um dia um repórter consegue penetrar nas masmorras do quartel e antro de torturas, flagrando imagens dos presos torturados. Em seguida publicado nos maiores jornais locais (ainda não totalmente censurados).
De candidatos aos “desaparecimentos”, lá estávamos obrigados a ser reconhecidos como presos políticos pela justiça militar.
Esse repórter era o Wilson Roveri, o companheiro que honro em suceder na cadeira do nosso patrono Manoel Antonio Álvares de Azevedo.
Tendo passado cinco anos nas prisões da ditadura e outros vinte advogando para camponeses e agricultores pobres do nordeste, retornei a Ribeirão Preto, sendo agraciado com o título de Cidadão Ribeirãopretano e Emérito.Vou encontrar, então, com Wilson Roveri, numa das nossas reuniões da Associação dos Cidadãos Ribeirãopretano e Emérito. Local onde ele me relata os fatos da reportagem. Ficamos amigos ali.
Posteriormente nos reencontramos na Ordem dos Velhos Jornalistas de Ribeirão Preto, da qual era presidente o nosso querido Dr. Rubén Cione. Posteriormente substituído pelo Roveri, e ocupando hoje o lugar de presidente de honra da OVJ.
Coube a mim, ao lado do seu filho Emilson, fazer a apresentação de Roveri e na Antologia da Ordem dos Velhos Jornalistas.

Transcrevo aqui algumas linhas da apresentação:
“Wilson Roveri foi o nosso último presidente, faleceu no exercício da presidência da Ordem dos Velhos Jornalistas, em 15 de junho de 2004.... /..” a sua morte, ainda no vigor da vida física e intelectual, retirou-o da página principal, não dos nossos corações, da lembrança de quem o conheceu na lida do jornalismo escrito e falado, da sua presença em várias associações da classe, sobretudo desse espírito alegre e generoso, muitas vezes brincalhão, de tratar em nossas reuniões com os temas culturais, políticos e da rotina social. Era um expert nessas questões; ”/...nas nossas reuniões, dava sempre um toque para juntar o espetáculo da vida profissional à vida familiar. Emília, sua esposa, o Emilson, seu filho, várias vezes partilharam conosco os almoços sempre regados de calor humano.” /.

Wilson Roveri foi um precoce jornalista que, com muita disposição foi galgando as estações de rádios, jornais e outros meios de comunicação. Produziu inúmeras obras literárias, participou ativamente das várias entidades e associações, ocupou dignamente o seu espaço social. Além de tudo era essa a certeza maior: “Escrever e falar ajudam a viver melhor..”/”..e esse é o melhor caminho para aproximar os povos de todos os pontos do mundo.”

Esse é um pouco do Wilson Roveri que ora sucedo na Cadeira número 2 desta Academia Ribeirão pretana de Letras, o patrono Manoel Antonio Álvares de Azevedo.

Da sua posse nessa cadeira, sucedendo o professor José de Souza Magalhães, em 13 de setembro de 1991, transcreve, deste, sobre o nosso patrono: “E, nesta noite de gala, aqui estamos a contemplar, em vista panorâmica, toda a sua obra, toda a loucura de sua alma e todas as belezas de seu coração amargurado.” / “Álvares de Azevedo foi um revolucionário da arte. Desafiou os preconceitos do seu tempo, sacrificou os rígidos princípios morais da família, para se atirar no torvelinho de emoções descontroladas, onde deveria nascer e pontificar a sua desesperada inspiração artística, ponto inicial de uma grande evolução literária....”/”Não era apenas um romântico, como o indianista Gonçalves Dias, profundamente religioso, muito menos como o empolgante Castro Alves...”/.. ”adolescente sempre, até morrer.”

“Concluindo com o acadêmico Wilson Roveri, dele mesmo.” Precoce, como outros do seu tempo, Álvares de Azevedo encurtou a sua vida, aprendendo em poucos anos o que muitos não aprenderam em setenta...”

No entanto, não é ainda, agora, que vou considerar sobre o meu patrono, quero falar daquela figura que temos por madrinha: Rosa Maria de Brito Cosenza. Aliás, na nossa academia temos além de madrinha, confrades como o meu querido primo Marcos Zerri Ferreira, meu colega de Faculdade Edward, o companheiro da Ordem dos Velhos Jornalistas, Saulo Gomes, o Caliento, do Rotary e, vários outros companheiros de partilhamento comum na sociedade.

Mas é da Rosa, essa madrinha que aprendi a admirar ainda quando era ela jornalista no Diário de Notícias, ao lado de Dom Angélico. Padre Celso Ibson Silos e outros. Sua dignidade frente ao regime militar que assombrava aquela casa de imprensa.

Professora universitária e jurista emérita, personagem dedicada nesta Casa de Letras, na Ordem dos Juristas, na Ordem dos Velhos Jornalistas, à frente da Casa da Cultura do nosso município, na direção do setor de literatura do Proyecto Cultural Sur, entre outros.

Feliz por te-la como madrinha.
E repito, como disse o companheiro de lutas e compadre, Frei Betto: “nós te merecemos.”

Senhoras e senhores,

MANUEL ANTONIO ÁLVARES DE AZEVEDO, o maior poeta da Segunda Geração do movimento literário denominado “Romantismo”, nasceu em 12 de setembro de 1831, em São Paulo, e transferiu-se cedo para o Rio de Janeiro, onde foi aluno de Gonçalves de Magalhães, introdutor do referido movimento literário no Brasil.

Aos 16 anos, muda-se para São Paulo, para cursar a faculdade de Direito e, segundo informações negadas por seus biógrafos mais ilustres, tornou-se membro da Sociedade Epicuréia, entidade secreta caracterizada pela devassidão escandalosa, unida a aspectos mórbidos e satânicos. Essa lenda que circunda a vida deste poeta em muito contribuiu para que se difundisse a sua imagem de “Byron brasileiro”, numa evidente alusão ao poeta inglês Lord Byron.

Conforme texto da dra. Gisele Maria Zambonini, para a União dos escritores independentes e, corroborado inúmeros estudiosos da nossa literatura:

“o Romantismo foi um movimento burguês: a estabilização dos princípios românticos já prenunciados na Europa deveu-se à burguesia, instaurado na Franca com a Revolução Popular que proclamou em 1789 os ideais iluministas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade: o liberalismo político foi o inspirador de um liberalismo artístico, que derrotaria a rigidez exercida pela arte aristocrática da escola literária anterior, ou seja, o Classicismo, que vigorava desde o século XVI e cujo público leitor se restringia à aristocracia e aos freqüentadores da corte, ao contrário do movimento romântico, que fez surgir um novo público, de origem burguesa – de forma que a elevação do poder aquisitivo da classe média e um sistema de impressão de livros em escala industrial propiciaram o alargamento do mercado consumidor, e este novo público precisava ser motivado para adquirir as novas obras.

Em termos sociais, a nobreza perde o poder político e econômico, e a burguesia dita novos valores. A euforia provocada pela Revolução Francesa, associada à liberdade de ascensão econômica e individual, é o suporte e a inspiração de uma literatura de emoções individuais. “

Francisco Venceslau dos Santos, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro,....

“Partindo do ponto de vista da historicidade da literatura (a dinâmica da história literária), o romantismo pode ser encarado como o primeiro grande estilo da era contemporânea, uma resposta da estética da cultura que marca o advento da revolução industrial e a revolução social inaugurada pela Revolução Francesa (1789). Este estilo marca o recesso da “idade humanística”, dos costumes aristocráticos, além de sinalizar o abandono da referência sistemática à mitologia da Antigüidade e seus modelos artísticos. Os românticos são intérpretes do “mal-estar da civilização” que sucedeu ao “desencantamento do mundo” – “à despolitização da vida, gerada pelo refluxo da experiência religiosa, dos ideais heróicos e do espírito de aventura”. Distinguem-se ainda pela reação à prosa da vida, ao aburguesamento dos valores, e ao trabalho burocratizado..........”

E, mais ainda
“... A emergência da burguesia, a nova classe formada, no cenário urbano, tanto pela imigração de fazendeiros, quanto pela ascensão de comerciantes e o desenvolvimento da burocracia, forneceu as condições objetivas e subjetivas para o aprofundamento da análise e das tensões do indivíduo com a sociedade. consubstanciadas na forma romanesca. Os romancistas voltam suas atenções para o espaço geográfico (regional e urbano), criando paisagens ou províncias literárias.

Os autores românticos viveram em plena época de efervescência urbana, quando o Rio de Janeiro era a sede da corte e capital do Brasil. Houve também a criação das faculdades de Direito – uma em SP, outra em Recife, que não só formavam advogados como também proporcionavam um debate amplo de idéias. Os jovens estudantes desenvolviam atividades políticas, artísticas e intelectuais; discutiam filosofia e divulgavam as novas idéias que vinham da Europa, e os alunos das faculdades de Direito – futuros dirigentes do país – funcionavam como unificadores da cultura, como defensores do novo estilo revolucionário – o romantismo.

Carregada de valores antiabsolutistas e anticlássicos, e compostos por diversas fases, o movimento romântico teve em Álvares de Azevedo o maior expoente de sua Segunda Geração. O ultra-romantismo – também chamado de mal do século - está presente em muitas faces de sua poesia, o que se nota em suas obras Lira dos Vinte Anos – a única preparada pelo autor para publicação, já que as outras – A Noite Na Taverna e Macário são póstumas: na primeira, detectam-se dois poetas bem distintos – um, muito suave, cantor de mulheres pálidas e também suaves, e outro, agressivo, macabro, que louva a morte e acha a vida tediosa e cansativa, podendo-se notar a predileção do poeta pelas horas soturnas, pela ironia, sarcasmo e desejo de morrer, sempre paralelo e contraditório ao desejo de amar. Em A Noite na Taverna, temos um autor que tece narrativas fantásticas, marcada por crimes, mistérios e morte, algo bem byroniano; já na peça teatral Macário existe a aventura, o desconhecido e o estranho que sempre atraíram os poetas ultra-românticos; nesta peça, o diabo e o personagem central peregrinam por diversas partes do mundo, e ao final aquele promete a Macário a posse do universo.

O poeta e advogado que dá seu nome à Cadeira nº 2 que hoje tenho a honra de ocupar, - em sucessão ao acadêmico e amigo Roveri -, viveu apenas 21 anos, deixando uma obra razoavelmente extensa para alguém de tão pouca idade, mas eternizou-se tanto pela sua produção literária quanto pela sua ativa participação intelectual e artística, numa época histórica marcada pela Revolução Francesa, pela Revolução Industrial, e pelos ideais advindos do Iluminismo que culminaram na explosão de um Romantismo ousado, com evidentes traços de rebeldia, crítica social, ironia e inconformismo aos padrões estéticos, sociais, políticos e artísticos anteriores; e mesmo tendo presentes em seus versos a melancolia, a solidão e muitas vezes a morte – como características do que se chamou de Mal do Século -, é justo e merecido a este Ilustre Patrono o título de “Byron brasileiro”.

No entanto, embora a pretensão de precisão sobre o Patrono da Cadeira 2 desta Academia, a vida pessoa, as atividades políticas, suas preferências ideológicas, ainda que levemente percebida pelos analistas e historiadores da literatura, começam, agora a trazer pistas da sua identificação com a Revolução Praieira e as motivações que levaram setores distintos da sociedade somar ao que as autoridades da época denominavam com desdém de escória, ralé, populaça, etc.

Diversos outros movimentos nacionalistas, agrupando ideais republicanos e de libertação ocorreram em vários momentos no Brasil. Mas é precisamente essa identidade do nosso patrono com Pedro Ivo (líder da Guerra do Moraes, uma das faces da Praieira) exaltado em vários de seus poemetos, com o mesmo nome é que vai revelar uma face política pouco explorada pelos pesquisadores. Dele – Azevedo – também decorre um pedido de clemência a Pedro Ivo e demais.

E, para concluir, querendo desmistificar os padrões aos românticos da segunda fase, ao lado da caracterização “mórbidos”, “obsessão da morte”, “melancolia”, etc. as definições que as encerram conotam um confronto ainda alienado da percepção de mudanças operadas com o advento do capitalismo urbano. Em Álvares de Azevedo é percebido com clareza no segundo verso da Lira dos Vinte Anos e em seus vários poemas. A questão do dinheiro esteve sempre presente, dando o toque aos demais comportamentos, seja no amor, na fraternidade, materializando o capitalismo emergente ainda não bem compreendido pelo nosso patrono e seus pares.

No poemeto: “Dinheiro”, depois de um preâmbulo de Chateaubriand, diz:

Sem ele não há cova – quem enterra

Assim grátis, a Deo? O batizado

Também custa dinheiro. Quem namora

Sem pagar as pratinhas ao Mercúrio?

..........
Quem sobe a Deputado, até Ministro,
Quem é o mesmo Eleitor, embora sábio,
Embora gênio, talentosa fronte,
Alma Romana, se não tem dinheiro?
Fora canalha de vazios bolsos!
O mundo é para todos....Certamente
Assim o disse Deus mas esse texto
Explica-se melhor e doutro modo..
Houve um erro de imprensa no Evangelho:
O mundo é um festim, concordo nisso,
Mas não entra ninguém sem ter as louras.

Um trabalho significativo em análise, produzido pelo professor Alexandre de Melo Andrade, Mestre em estudos literários, da UNESP/Araraquara, sobre o poema Vagabundo de Álvares de Azevedo, reafirma as nossas preocupações com os rótulos dados aos da época.

Diz, sobre A.Azevedo,: “revestiu sua obra de um prosaísmo que acentua a perda da ingenuidade e a constatação de um mundo em desordem, que privilegia os aspectos materiais da existência”..mostrando..continua, “...o descontentamento do sujeito-lírico mediante a realidade desprezível em quem os homens estão inseridos.”

“... as marcas da civilização causam repulsas e o poeta zomba de um mundo que privilegia o dinheiro.”

Aqui, ainda, ele fala: “O poeta ironiza, muitas vezes, sua condição perante a sociedade, que passou a valorizar os setores da produção com o advento da Revolução Industrial e chocou, segundo a forma como expõe no texto a sua sensibilidade, Ele se posiciona numa situação de contra-mão ao pregar a inspiração e a natureza num mundo em que a industrialização iniciou um esfriamento de tensões anteriores para abraçar o pensamento racional, capitalista e objetivista.”

Enfim, em todo o texto, marcante porque significativo em todas as suas obras, em especial em Vagabundo, contrapondo ao materialismo capitalista..”pode até não ser rico e viver as soltas, mas gosta da sua liberdade.”

Há muito mais para conhecer em Álvares de Azevedo, a sua posição política, essa crítica irônica e irada ao capitalismo e trazê-lo para a nossa época, pois muito haveremos de encontrar nessa fase do neoliberalismo que impõe as nossas relações na sociedade atual.

É uma tarefa a que me proponho na responsabilidade da cadeira que ora assumo.

Senhoras e Senhores,

fazer parte dessa Casa de Pensamento e Letras é para mim de enorme responsabilidade. É ao mesmo tempo, responsabilidade de nós todos, confrades, perante a sociedade, a parte literária e política, como deixa claro o meu patrono e os demais literatos que o sucederam. Somos no tempo e devemos ser contemporâneos dessa época, que traz as marcas da brutalidade das guerras; da prepotência de uma nação sobre as outras; do monopólio da verdade dos poderosos conglomerados econômicos; da injusta distribuição de riquezas; etc.

Avizinha-nos um tempo do neo-fascismo, advindo de grandes potências; das condenações sem julgamento; dos rótulos impostos e transformados em verdade pelo poder das grandes mídias; do saber sem conhecer; enfim a recriação da verdade como disse um grande filósofo: “Toda verdade passa por três etapas: Primeiro é ridicularizada, secundariamente sofre uma oposição violenta e terceira é aceita como auto evidente”. (Arthur Schopenhauer, Filosofo, 1788-1860)

Encerro com o décimo texto da segunda parte da Lira dos Vinte Anos, do Patrono da Cadeira 2 desta Academia Ribeirãopretana de Letras: Manoel Antonio Álvares de Azevedo:

“Minha desgraça não é ser poeta,

Nem na terra de amor não ter um eco,

E meu anjo de Deus, o meu planeta

Tratar-me como trata-se um boneco....

Não é andar de cotovelos rotos,

Ter duro como pedra o travesseiro...

Eu sei....O mundo é um lodaçal perdido

Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro..

Minha desgraça, ó cândida donzela,

O que faz meu peito assim blasfema,

É ter para escrever todo um poema

E não ter um vintém para uma vela.”

Obrigado!

Vanderley Caixe
Discurso de posse na Academia Ribeirãopretana de Letras
13 de novembro de 2006
Douglas Lara
Enviado por Douglas Lara em 01/12/2006
Código do texto: T307205
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Douglas Lara
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 79 anos
517 textos (133750 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 17:12)