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QUANDO O APRENDIZ DE CZAR CAIU

Quando o aprendiz de czar caiu
O rio não mudou seu curso
O urso não perdeu o pelo
O zelador não perdeu o zelo
O milho não vazou do silo.

Quando o aprendiz de czar caiu
O mercado não se abalou
O sino não soou fora do horário
O operário não parou
O ouro não se elevou
Nem o dólar subiu

Quando o aprendiz de czar caiu
O sol se pôs tranqüilo
No horário previsto
Na missa nada se comentou
O mendigo não acordou
O menino no semáforo
No malabares continuou

Quando o aprendiz de czar caiu
Ninguém derramou lágrima
Não caiu chuva ácida
E o ovni não pousou
O Czar que caiu como se viu
Era tosco, pouco
Ninguém nada sentiu

Foi só um vulto que voltou
Para o devido lugar
Para a sombra da história
Deletado da memória coletiva
Com suas mentiras
E seu projeto (breve) de poder

16.05.05
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 06/08/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T40651

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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