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Pequeno tratado sobre a pseudo-bondade

Não existe maior arrogância do que aquela na qual nos colocamos em um topo inatingível pela maldade e pelo individualismo. Ocorre quando por um ego extremamente inchado passamos a perdoar tudo que vem dos outros, passamos a aceitar a idéia alheia e contrária, nos dedicamos a submetidos entender toda postura que reprovamos ideologicamente. Essa espécie de arrogância fica clara quando não protestamos contra os maus tratos aos quais somos, quando entendemos a natureza humana e quando concordamos com ela. Digo arrogância e digo a ser a pior espécie da mesma, pois não fazemos isso porque somos diferentes daqueles ditos individualistas, egocêntricos e medíocres, fazemos isso porque nos consideramos superior a eles, porque nos colocamos em um patamar avançado, em uma escala na qual um ser medíocre não pode ser levado em conta e por isso deve ser perdoado por existir como um ser inferior. Quando um homem se diz bom e o demonstra sê-lo a esse ponto, quando todos passam a acreditar nisso, desconfie. Esse homem se enquadra naquela espécie que ele tanto reprova e ao mesmo tempo entende: Ele é o mesmo ente que hora perdoa, no entanto, o é em grau tal superior que não se abala com a mediocridade pura e simples e com o individualismo ingênuo que pode ser percebido por qualquer um. A pior espécie dos homens é louvada por vezes como Deuses terrenos.
Alison
Enviado por Alison em 06/09/2007
Código do texto: T641087

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Sobre o autor
Alison
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 30 anos
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Alison