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Grito entalado

  As forças me faltam quando eu mais preciso. Minha mãos tremem, meus olhos doem, o coração dispara e desascelera. Parece que a qualquer instante ele pode parar. Eu sinto medo. Eu sinto medo por tentar imaginar o futuro e ver uma sombra nos meus olhos. E tantas dúvidas que tomam conta de mim. A vida é cruel. Eu me sinto tão suja por viver nesse mundo desgraçado...
  As pessoas são tão cretinas, o ser humano é podre. E eu também sou. Tenho todos os defeitos sujos de qualquer ser humano.
  Que merda! Eu fantasio tudo! Até a morte das pessoas que amo! Devo ser maluca por ficar imaginando a morte das pessoas. Eu sou louca! Acho que é toda a minha necessidade de ser louca como eu devia ter sido antes. Ser tão errada quanto eu deveria ter sido quanto criança. Eu devia ter rido, chorado, brincado, gritado, conversado, ido a parques, sido crinaça. E não fui. Desde as minhas mais remotas lembranças eu só me lembro de coisas que me parecem malucas, mas será que são? Será que sou a única a cometer loucuras? Acho que não! Todos são loucos. O mundo é insano. E eu sou normal no meio de todos. Sou só uma garotinha banal e vulgar com todas as outras. Não tenho nada de diferente.
  Grito engasgado. Grito entalado. Choro preso. Vontade de rasgar minha pele. Vontade de morrer. Sumir dessa desgraça chamada mundo, que não merece nem o Deus e a religião que eles mesmos inventaram.
Anariel
Enviado por Anariel em 08/10/2007
Código do texto: T685676

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Sobre a autora
Anariel
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Anariel