CapaCadastroTextosÁudiosAutoresMuralEscrivaninhaAjuda



Texto

A LINGUAGEM DO ADVOGADO

  Não há muitas profissões que exigem de um profissional um conhecimento tão profundo das regras gramaticais e das técnicas redacionais, como o Direito.
  Não desprezando outras importantes atividades, qualquer profissional deve dominar a Língua Portuguesa para expressar corretamente seus pensamentos e estabelecer comunicação com as demais pessoas.
  Entretanto, no caso específico do profissional Advogado, exige-se um pouco mais de domínio da Língua Materna, pois ela é o único instrumento de que ele dispõe para tentar convencer, refutar, atacar ou defender-se, quando atua, ao lidar com o direito alheio.
  Visto que, se o Advogado utilizar um vocabulário deficiente, o mesmo poderá, conseqüentemente, perder o litígio, bem como, não obter o resultado que pretendia e, até mesmo, comprometer sua credibilidade.
  Diante disso, é desnecessário expressar-se de forma prolixa e rebuscada, quando, pode-se se valer de outras expressões que facilitariam bastante o entendimento.
  A cultura lingüística que foi enraizada na sociedade brasileira, construiu uma idéia de que aqueles que “falam difícil” são considerados os mais cultos, inteligentes e dignos de maior respeito.
  Todavia, tal concepção, quando praticada, cria grupos de indivíduos cuja forma de se comunicarem os afastam do povo destinatário.
  Da mesma forma ocorre com o Advogado, que além de dificultar a sua comunicabilidade entre a sociedade, através de termos rebuscados e arcaísmos, gera um afastamento dela em relação ao Direito.
  Portanto, é relevante que o profissional do Direito utilize uma linguagem clara, direta, e correta, de acordo com o que propaga o Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil, no enunciado de seu artigo 45.
  E para dar efetivação a isso, seria necessário que todos os cursos de Direito tivessem a disciplinas de Língua Portuguesa, para que o jovem advogado além do conhecimento jurídico, tivesse também oportunidade de desenvolver seu potencial oral e escrito, de acordo com norma padrão.
  Deste modo, ele se tornaria um profissional mais completo no exercício de sua profissão.
  Assim sendo, a linguagem jurídica apresentada limpidamente aos olhos dos cidadãos, serviria como um verdadeiro instrumento a serviço da sociedade.
  Por fim, só a partir disso, poderíamos, de fato, defender a mesma idéia que o jurista Miguel Reale afirmou, onde:

      “Os juristas falam uma linguagem própria e devem ter orgulho de
       sua linguagem multimilenar, dignidade que bem poucas ciências
       podem invocar.”
Elaine Tavares
Enviado por Elaine Tavares em 22/12/2007
Código do texto: T788786

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Comentários

Sobre a autora
Elaine Tavares
Marechal Cândido Rondon - Paraná - Brasil, 27 anos
7 textos (12946 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/10/14 07:25)