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MIRAGEM e ALUNAGEM

MIRAGEM
Sandra Ravanini

Recebo as lamúrias imperiosas,
sangrando o aço frio do meu cinzel,
ceifo a erva vestindo uma rosa,
devolvendo a pedra e o falso anel.

Ouso os caminhos das acácias
se o meu sonho acorda o esmero,
enquanto me resta a contumácia
sustento o anil dos meus mistérios.
 
Do heroísmo ao juramento,
constato o fim dessa proeza,
dobrada ao meio ante a frieza.

Pouso suave no esquecimento,
uma miragem em meio à duna,
desprezo a mó, sou menos uma.

*****

ALUNAGEM
José Carlos Lopes

Recolho vossas flores piedosas
e refaço o meu semblante em troféu,
razão das vossas misericordiosas
novenas espalhadas ao léu.

Se caminho a trilha da audácia,
também soube destruir castelos
sob a sonoridade da falácia
transtornando o vento em mil fLagelos.

Soergo estoico os fundamentos
de uma aliança e fortaleza
entre a tristeza e a agudeza.

Do crematório os sentimentos
renascerão em pálida bruma
como faustoso brilho que aluna.

Sandra Ravanini
Enviado por Sandra Ravanini em 18/03/2006
Reeditado em 23/09/2010
Código do texto: T125097

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Sobre a autora
Sandra Ravanini
Campinas - São Paulo - Brasil, 52 anos
161 textos (7108 leituras)
21 áudios (608 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 09:00)
Sandra Ravanini