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SE FECHO OS OLHOS...

Não sei se a vida vale a pena
Nem se é grande ou se é pequena,
Mas faço um teimoso poema
Pra cada dia e problema.

Há dias muito mal feitos,
Instantes tão imperfeitos
Que demandam algum gesto de ternura...
O que me salva nesta vida é a loucura!

Dentro dela invento, sonho, mudo, crio,
Pinto coisas e pessoas ao meu agrado e feitio,
Misturo o venal e o ideal, bem e mal, os concilio,
Modelo o mais bonito que posso. Sigo e sorrio.

Se fecho os olhos, ganho asas,
Salto parapeitos e precipícios...
Se fecho os olhos, sobrevôo brasas,
Espalho ventos propícios...

Se fecho os olhos, expando a alma:
Liberta, medianeira, benfazeja!
Se fecho os olhos, ela se espalma
E impossíveis sonhos traceja.

Quando fecho os olhos posso ser EU
E o mundo inteiro é MEU!



Direitos autorais reservados à autora.
Kathleen ML
Publicado no Recanto das Letras em 11/03/2006

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Se fecho os olhos! 

Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
www.casadoescritor.com



Sinto no fundo d'alma
que a vida vale a pena,
grande ou pequena,
que tenha intensidade!
E assim vou tecendo poema após poema!
Pois a vida tem que ser cantada!
Decantada!
Bebida gota a gota!
Como é o proprio sangue em nossas veias!
Existem sim dias imperfeitos,
feitos de imensa loucura,
mas temos que ter outra saida...
Ternura! Ternura!
Dentro dela tento viver a loucura do mundo,
atravez dela refaço caminhos...
Por ela reato laços...
Jogo ao espaço as dores do peito,
E assim vou tecendo poema após poema!
Pois a dor tem que ser cantada!
Decantada!
Pois assim fracionada, ela se torna nada;
mais facil de ser evaporada pelo sol da vida!
Se fecho os olhos,
furto olhar para o que me consome,
na penumbra os medos tornam-se enormes...
Então escancaro o olhar...
Telescópios voltados pra vida!
E assim vou tecendo poema após poema,
pois o que olho me enche de alegria o peito,
quando não, eu choro!
A vida tem de ser cantada!
Decantada!
Para se chegar ao seu estado mais puro!
No mais que importa como eu me coloque frente a vida?
Ela existe a despeito de minha existência...
Quando eu fecho os olhos,
apenas posso desejar que ela seja benfazeja!
Quando abro os olhos e a encaro,
faço que seja!

14/04/2006


Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 25/05/2006
Código do texto: T162934
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edvaldo Rosa
São Paulo - São Paulo - Brasil, 55 anos
1727 textos (173663 leituras)
23 áudios (10645 audições)
35 e-livros (8977 leituras)
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Edvaldo Rosa

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