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Sem que eu pedisse,
Fizeste-me a graça
De magnificar meu membro.
Sem que eu esperasse, ficaste de joelhos
Em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia
O pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.

Hoje não estás nem sei onde estarás,
Na total impossibilidade de gestos ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
Mas tua boca está presente, adorando.

Adorando.

Nunca pensei ter entre as coxas um deus.

Carlos DRUMMOND de Andrade
Livro: O Amor Natural (Poesias Eroticas)
Pagina 51.


**************************************** 

Inspiração Minha na poesia de Drummond.

Para que pedir se desejo teu gozo
Em minha boca sentir
E com minha sáliva se misturá.
 
Como tua, mais puta que santa
Aos teus pés me fiz devota insana,
Com a boca cheia de ti,
Suplicando ao paraiso ir...

Ainda estou por aqui,
Onde deixastes de vir... 

O paraiso foi momentâneo
E hoje sofro,
Por querer sempre de ti me lambuzar
De ti me embreagar.
E aquele paraiso retornar...

Minha Certeza,

Entre minhas coxas há um mar, onde
Este deus mergulhou e amou.


MoneCat
Enviado por MoneCat em 03/06/2006
Reeditado em 10/04/2011
Código do texto: T168957
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
MoneCat
Belém - Pará - Brasil, 38 anos
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