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Acorrentado as póstumas

Saudade. Ah! Saudade. . .
Quando dominado pelo saudoso
sentimento, me desespero. . .
Quando menos espero estou lá.
Estou acorrentado a um passado que remete medo.
Medo de entrar em desespero
e me arrepender de sensações não absorvidas.
Medo de pensar
como teria sido se eu tivesse coragem.
Coragem. Ah! coragem. . .
Deste sentimento experimentei constantemente.
Se eu tivesse coragem para ter dito.
Se eu tivesse coragem
de ser mais eu sem medo de retaliações.
Se é um verbo que não vale nesse momento.
Se, eu tivesse, coragem,
teria feito de mim mesmo
um espelho que refletiria meu verdadeiro ego.
Simplesmente eu. . .

Ébrio desafio o tempo e revivo os momentos
E amargo na vigília dos sonhos minhas memórias
Queria poder no filete de um resgate
poder agraciar todas as aventuranças que deixei
Cada estrela que vemos é única
E assim é o resplandecer da vida
Por vivemos apenas uma vez
Saciarmos os desejos sem insensatez
Como o rio que deságua profundo
Respirando o amanhã...
Tomando fôlego na alvorada da embriaguez
Cada pedra que assolou o sapato
Desgastou o rastro...
E as vozes que ouvi, não ouvirei mais...
Simplesmente eu...
Cada pedra que assolou o sapato
Desgastou o rastro...
E as vozes que ouvi, não ouvirei mais...
Simplesmente eu...

Brodequin e Manoel Alfredo Júnior
Humberto Amorim
Enviado por Humberto Amorim em 11/07/2006
Reeditado em 29/08/2006
Código do texto: T192101

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Sobre o autor
Humberto Amorim
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Humberto Amorim