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Teus Olhos
Tere Penhabe

Olhos que eu amei
que não pousaram nos meus
que fugiram, se acovardaram
como falsos olhos de um deus.

Olhos que a estrada buscam
sem nunca chegarem ao fim
olhos que todos querem
e que eu queria pra mim.

Olhos que geram cobiça
que a tristeza seu brilho ofusca
olhos que nada procuram
que não quiseram os meus.

Olhos que se decepcionam
olhos que choram, que amam
olhos que não me encaram
olhos que não me enganam.

E que sabem ser felizes
quando sentem a verdade
quando olham as palavras
reflexo da própria imagem.

Olhos que eu respeito
que admiro e venero
para os quais, abaixo os meus
num cumprimento sincero:

- Olhos teus!

Santos_SP



Meus olhos
Eugénio de Sá

Olhos tardios, hesitantes
que se ficam na distância
Já não são como eram dantes
mas renegam arrogância

são leais estes meus olhos
ao olhar outros que sei
terem a visão de escolhos
num mar que sempre sonhei

São talvez decepcionantes
mas sempre preocupados
em ver como viam antes
deste mar, ambos os lados

E que respeito, Deus meu
me infunde esse olhar magoado
que sei que não é ateu
E não sabe ser irado

Mas felizes, os meus olhos
não estão, como julgas ver
São tardios e hesitantes
e da visão periclitantes
sem o futuro antever

Portugal

Tere Penhabe
Enviado por Tere Penhabe em 02/10/2006
Reeditado em 02/10/2006
Código do texto: T254413

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Sobre a autora
Tere Penhabe
Santos - São Paulo - Brasil, 61 anos
252 textos (25823 leituras)
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Tere Penhabe