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QUE O MAR NÃO ME CHAME FALÉSIA
DESFAZENDO-ME EM CAVERNAS
ONDE O SILÊNCIO ECOA
NA CADÊNCIA SURDA DAS ONDAS


MEU PEITO MAR SANGUE E SAL
ONDAS PROCURANDO A PRAIA
ONDE NÃO CHEGAM JAMAIS! 

* * *

que o mar não me arranque os pedaços
em ondas tão violentas
seja branda calmaria
e impeça que navegues

e teu barco ficará ancorado
junto a angra deserta
mar de sagarços
mar de conquistas

que os bravos Tamoios
em pequenas canoas avancem pela tarde
e nos braços eternos do Carioca e do Catete
Aimberê ressuscite e nos comande pela luta justa
vencendo a maldade dos invasores
rompendo os grilhões da escravidão

e a noite tude vire um terreirão
onde cantaremos
sambas - enredo e hinos de glória a Deus unificado.

Flávio Machado
Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 18/11/2006
Reeditado em 19/11/2006
Código do texto: T294450
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
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Maria Petronilho

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