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Calor do amor Ledalge (Homenagem)

Do âmbar que exalas em meu sentido;
Copo que preenches com tua insensatez.
Um amor explicito, que sussurras vazio,
Como um Semi-Deus a flutuar meu ser.


                           O teu sentido eu quero sentir,
                           O teu copo de meu ser, encher,
                           Os teus sussurros quero ouvir,
                           A ver-te flutuar eu quero ver.


Rendo-me à tua pele singela, mas forte!
Caindo em mim, como gotas de amor.
O calor que adere é como o norte,
Raios de fogueira incinerando a cor...

                          Rende-te, entrega-te a mim,
                          Deixando o amor gotejar,
                          Com o calor que sobe num frenesim,
                          Quais raios de lume a latejar.

Da pele, que em carmim se transforma,
Nas colunas do amor em tensão;
Correntes que descarregam emoção...


                         Quero sentir tua pele a arrepiar,
                         Como colunas de fogo a subir,
                         Ou Descargas eléctricas de assustar.

E ao término, saciadas falam;
Que um sem o outro é como a canção,
Que o cantor entoa sem a luz do orvalho.

                        Acabou-se o orvalho matinal,
                        Mas o cantor continua-se a ouvir,
                        Falando de um amor sem igual.



Ledalge & FrancisFerreira
FrancisFerreira
Enviado por FrancisFerreira em 13/10/2007
Reeditado em 20/01/2008
Código do texto: T692514

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Sobre o autor
FrancisFerreira
Portugal, 59 anos
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FrancisFerreira