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Liberdade Vigiada, Não.

Há quem cala e somente sente

O demente acto da submissão

E neste gesto inconsequente

Torna-se cúmplice da objecção

 

          Não, eu não me calarei,

          Não aceitarei a submissão,

          Contra ela eu lutarei,

          Com toda a minha convicção.

 

Coadjuvante das lamentações

Reprime no coração o medo

Onde liberdade é um brinquedo

Que faz do segredo voz de prisão.

 

          Lamurias não me ouvirão,

          Eu mim não verão medo,

          Quero liberdade como condição

          Afirmada e não um segredo.

 

O olhar impregnado de anseio

Oculta a inclemência do acto

Fazendo jus ao anonimato.

 

          Controlarei a ansiedade,

          Mas não me verão a esconder,

          Assumindo os actos que cometer.

 

Misterioso ver sem nada crer

São pagas, do viver o enredo,

De viver livre como cidadão.

 

          Lutarei pela liberdade,

          Sem temer a ninguém ou nada

          Denunciando a liberdade vigiada.

Maria Nelci & FrancisFerreira

FrancisFerreira
Enviado por FrancisFerreira em 14/10/2007
Reeditado em 20/01/2008
Código do texto: T694257

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Sobre o autor
FrancisFerreira
Portugal, 58 anos
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FrancisFerreira