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Dessa vez doeu menos...Desta vez doeu demais...

Dessa vez doeu menos...
Maria Antônia Canavezi Scarpa

Engraçado...
acho que dessa vez doeu menos
eu já sabia quase que uma certeza
...estranha foi essa morte
os ferimentos foram leves
fui ganhando-os quando rolei da encosta,
nem todas as pedras que encontrei
tinham arestas

Permiti ao meu eu, ver a realidade sem sofrer
transformei minhas lágrimas,
em um espelho d'água
que se formou diante da minha dor
e nele refletiu o céu, o luar e suas estrelas,
pude olhar e ver todas as verdades,
sem que isso me tornasse pérfida
suportei com elegância

Elegância essa que espero,
também faça parte do seu viver
os deslizes que cometemos,
são muitas vezes premeditados
e nem é preciso recorrer ao tempo,
basta que saibamos elaborar o esboço
e nisso você foi um mestre
 
Claro que me senti impotente,
deixei que essa invasão do meu interior
fosse total
contei à você toda uma estória
..estórias que espero jamais sejam coladas
em outras janelas,
você sabe o que quero dizer...

Ainda bem que já tinha feito uma limpeza
em minhas lembranças
sendo assim nada terei como buscar,
no sótão, nos jardins, nos livros,
para mostrar como foi ou deixou de ser.
Sinto apenas sua efemeridade
tão rápido como um : - clic!!!

Quando encontrar meu corpo
que jaz na relva florida
resguarde minha memória...apenas em você
não distribua nada...mimos ou dores,
o que houve entre você e eu
somente a nós interessa...


DESTA VEZ DOEU DEMAIS...
Roseli Busmair

Desta vez doeu demais, talvez por ser
o teu, o amor derradeiro que eu sonhei
Sem tempo para mais outros sonhares
entre tantos, o teu e o meu amor eu saciei

Desta vez foi ainda pior, porque a doer
eu sei seguirá a cicatriz que em mim criei
Sem mais querer, terei os tantos pesares
na distância infinita aonde te busquei

Desta vez, não há o socorro nem a socorrida,
Apenas eu a me perder d'entre as encostas
No tormentoso mar de tão violenta vida.

Desta vez ao teu resgate eu fui preterida
Não mágoou e nem me feriu... dei-te as costas
E fugi... perdida em devaneios e esquecida!

www.paralerepensar.com.br/roselibusmair.htm
Tília Cheirosa
Enviado por Tília Cheirosa em 06/12/2007
Reeditado em 06/12/2007
Código do texto: T767834

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Sobre a autora
Tília Cheirosa
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 61 anos
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