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B -- O NÚMERO CINCO, O SÍMBOLO DO HOMEM PERFEITO

   Este é o segundu de uma série experimental de ensaios sobre diversos assuntos ligados a temas místicos e esotéricos, em busca de respostas para questões que desafiam a humanidade, desde os seus primeiros passos em nosso planeta; assuntos tais como a sua origem, seu destino e as forças invisíveis que nos cercam.
   Há uma vastíssima literatura sobre esses assuntos, seguindo diferentes linhas de pensamento, muitas delas aparentemente conflitantes.
   Nossa intenção é a de abordar assuntos preliminares que possam facilitar a compreensão de temas mais complexos.
   No primeiro ensaio, falamos sobre o número 7, apresentando-o como um número místico, tido como sagrado desde a mais remota antigüidade, procurando minimizar a idéia supersticiosa de que é um número negativo ou sinistro. Não existem números negativos; todos os números são sagrados, pois derivam da Unidade, o  Um, que representa a Suprema Divindade.
O tema principal do ensaio foi um estudo sobre o "mundo" em que vivemos; e nós falamos sobre "Mundo subjetivo e Mundo objetivo: a constituição setenária do Mundo".
   Mostramos como o nosso "mundo" é dividido em "planos" e esses planos em sub-planos. Dissemos que desses 49 sub-planos, somente 3 podem ser percebidos pelos nossos sentidos e, por isso, são chamados de "mundo objetivo"; os outros 46 são chamados de "mundo subjetivo".
   Vamos recordar os nomes desses planos: começando pelo mais sutil, temos o plano "divino" e, em seguida, por ordem crescente de densidade, os planos "Monádico", "Espiritual", "Intuicional", "Mental", "Emocional" e "Físico".
   O título deste ensaio, " O número 5, símbolo do homem perfeito"  foi dado, também, com a finalidade de chamar a atenção e despertar a curiosidade.
   Continuo dizendo que não se trata de um estudo de Numerologia, mas que ela está presente quando se fala em números.
O nosso principal assunto é o Homem. Podemos dizer que, no primeiro ensaio, nós como que preparamos o "cenário"; agora, vamos colocar, nesse "cenário", a principal "personagem". Podemos chamar este ensaio de "Constituição do Homem; a Alma e seus veículos de consciência".
   Mas, primeiro. vamos falar do número 5:
   O 5  é representado, geometricamente, por uma estrela de cinco pontas, chamada "pentagrama". Cada ponta da estrela represente um plano e um corpo nesse plano. O homem verdadeiro (Mônada ou Espírito) manifesta-se nos planos "físico", "emocional", "mental", "Intuicional" e "espiritual". O Homem perfeito será aquele que conseguir desenvolver completamente esses cinco corpos.
   Significados do número 5:
   1 - Em Numerologia, o 5 significa a "Luz que vivifica" ou "a Energia que mantém a Vida na Forma". É o símbolo do mistério  do "divino Rito da Vida em manifestação".
   Significa a Força Vital, expansão da Humanidade sobre a Terra. Ocupando o lugar do meio entre o 1 e o 9, é o equilíbrio; é a junção entre o mundo interior (espiritual) e o mundo exterior (material). União dos quatro elementos com o Éter, organizando de maneira apropriada, todas as coisas celestiais, divinas e naturais. Fonte de todo poder realizador, livre e responsável. Número do homem perfeito, da medida que é a faculdade de conhecer os próprios limites, assim como os limites do mundo exterior e, eventualmente, superá-los. Indica, ao mesmo tempo, a força e os limites do homem em seu domínio do Universo; é o intermediário entre as forças cósmicas e os seres vivos, assinalando o limiar do humanamente concebível. Número das oportunidades e experiências variadas, das inter-relações superficiais com grandes e variados grupos. Percepção e expressão do Homem em dois sentidos opostos: a desarmonia e a involução, pelo "amor ao poder"; a harmonia e a evolução, pelo "poder do amor".
   2 - Na Cabalah, a "sefirah" 5 é "gevurah", a "Emoção exterior", os nossos sentimentos em relação aos outros.
O quinto Caminho é a "inteligência fundamental".

   3 - No Tarot há 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores.
O 5, nos Arcanos Menores, é a "quintessência" atuando sobre a matéria.
Nos Arcanos Maiores, o quinto Arcano é o "Pontífice", que simboliza a autoridade moral.

   4 - Na Astrologia Esotérica, o 5º Raio tem como principal atributo a Inteligência aplicada ao Conhecimento.
CONSTITUIÇÃO DO HOMEM
O Ser Humano é muito complexo, sendo quase impossível estudar a sua constituição de maneira resumida.
   Podemos, contudo, abordar alguns aspectos marcantes da constituição do Ser Humano.
   Pode-se dizer que o Homem é, basicamente,  um Ser Vivo auto-consciente, isto é, consciente da sua existência individual e possuidor de um corpo de matéria física, por meio do qual a Vida se expressa e a Consciência se manifesta.
VIDA-CONSCIÊNCIA-APARÊNCIA são três aspectos da constituição do Ser Humano, que também se podem identificar como VIDA-CONSCIÊNCIA-FORMA ou, o que é o mesmo, ESPÍRITO-ALMA-CORPO ou, ainda, MÔNADA-EGO-PERSONALIDADE, ainda que estas últimas trindades sejam mais difíceis de compreender.
   Segundo a teoria ocultista ou esotérica, o Ser Humano é, em essência,  uma "chispa" da Vida Divina, "chispa" essa a que damos o nome de MÔNADA" ou ESPÍRITO e que é aceita como separada da Vida Divina, constituindo  uma ENTIDADE INDIVIDUAL AUTO-CONSCIENTE.
   As Mônadas humanas existem no sutilíssimo  Plano da Natureza a que denominamos PLANO MONÁDICO e possuem todas as qualidades e atributos divinos em estado potencial, ou seja, sementes para serem desenvolvidas. O processo de evolução delineado, para cada Mônada, consiste em experimentar as variadíssimas e intensas vibrações específicas de cada um dos planos inferiores ao Monádico.
   A Mônada ou Espírito não poderá tomar nem expressar consciência nos planos inferiores ao que lhe é próprio, se não puder dispor de "veículos" ou corpos formado de matéria desses planos.
   E como ela faz isto?
Animando, com sua Vida Divina, um átomo da matéria de cada um dos três planos imediatamente inferiores ao seu, o Monádico.    Esses átomos se desenvolverão num "corpo espiritual" e num "corpo intuicional". O átomo animado, pela Mônada, no plano mental, atrai matéria dos três sub-planos mais sutis, formando um "corpo", chamado corpo causal ou egóico, com duas finalidades:
a) captar as vibrações do Mundo Mental Superior e responder a elas;
b) servir de envoltório, onde os "átomos-sementes" dos futuros corpos espiritual e intuicional aguardarão o respectivo desenvolvimento.
   A matéria do Plano Mental tem qualificações peculiares: nos três sub-planos mais sutis, chamados "mental superior", ela só entra em vibração ou ressonância com o que chamamos de pensamentos abstratos (idealistas, espirituais); nos outros quatro sub-planos, chamados "mental concreto", ela só entra em vibração ou ressonância com a energia denominada pensamentos concretos (objetivos).
   O propósito da evolução monádica consiste em experimentar, lenta e seguramente a natureza dos mundos inferiores, em todos os aspectos vibratórios, a fim de obter capacidade de plena expressão das suas potencialidades divinas em todos os planos da Natureza..
   Uma vez formada, a Tríada Superior, com os três átomos permanentes reunidos num só corpo de manifestação, envolto em Matéria Mental Superior, e com o átomo mental em atividade, expressando, ainda que muito limitadamente, a Consciência da Mônada em seu aspecto Inteligência, essa Tríada Superior passa a ser uma  embrionária entidade pensante.
Depois de estruturada num todo potencialmente adequado à manifestação da Mônada (ou Espírito), cuja consciência inteligente já passa a expressar, a Tríada Superior vincula-se a uma molécula de matéria mental concreta, do 4º sub-plano, por meio de um fio de luz dourada (é um fio de matéria mental superior, correndo no interior de uma bainha de matéria intuicional. Essa molécula passa a denominar-se Unidade mental permanente, pois, a partir daí, será sempre a mesma.
Essa Unidade Mental atrai e aglomera, em torno de si,  matéria dos quatro sub-planos do Mental Concreto, formando um núcleo de corpo mental que começa a reagir, muito fracamente, a princípio, às vibrações específicas do mundo mental inferior.
Em seguida, o fio é estendido ao plano emocional (astral), onde anexa, de forma permanente, um átomo  que, imediatamente, atrai matéria de todos os sub-planos do plano emocional, constituindo um núcleo de corpo astral.
   Logo que o átomo astral permanente começa a reagir às influências do mundo astral, repete-se a operação: o fio de Vida e Consciência prolonga-se até o Plano Físico anexando um átomo de matéria física que, de forma permanente, passa a fazer parte da Tríada Inferior. Em torno desse átomo, reúne-se matéria física etérica (dos quatro sub-planos superiores do Plano Físico), configurando um núcleo de corpo físico.
   A Tríada Inferior inicia a sua evolução no Reino Mineral, de onde passa ao Reino Vegetal e, depois, ao Reino Animal.
O Reino Humano só começa a aparecer numa fase muito mais adiantada. A Mônada vale-se dos Reinos Mineral, Vegetal e Animal para preparar sua Tríada Inferior até poder servir de instrumento à evolução da Tríada Superior.
O Ser Humano, com as duas tríadas vinculadas numa individualidade evolucionária, representa a culminância de um longuíssimo processo de desenvolvimento, projetado, desde que a Mônada decidiu manifestar-se nos planos materiais.
   É preciso esclarecer um detalhe que tem provocado muita confusão:
A Tríada inferior, em busca de experiências nos reinos inferiores ao Reino Humano, "hospeda-se" no Reino Mineral, desde uma pedra bruta até o urânio e pedras preciosas, captando e armazenando, em seu átomo físico permanente, o máximo de vibrações possíveis; depois, no Reino Vegetal, procurando captar e armazenar, em seu átomo astral permanente, as vibrações possíveis; a mesma coisa no Reino Animal, captando e armazenando vibrações em sua unidade mental permanente.
   Os Reinos chamados subumanos, Mineral, Vegetal e Animal, existem independentemente disso. Eles fazem parte do "corpo físico" do planeta Terra. Há corpos desses Reinos hospedando uma ou várias tríadas e corpos não hospedando nenhuma.
   O Ser Humano só passa a existir, depois de um acontecimento transcendental chamado individualização, quando as duas tríadas se unem estreitamente, formando uma só individualidade, que passa a evoluir, com novas experiências para a Mônada.
Portanto, não aceitem a idéia de que nós já fomos animais, vegetais ou minerais. Quando as nossas tríadas inferiores andavam perambulando pelos Reinos inferiores, NÓS ainda não existíamos.
   O  assunto que estamos abordando, por mais resumidamente que o façamos, não cabe num só ensaio.
   A continuação dele, nós abordaremos no próximo.
   Vamos ficar por aqui.

 

 
 

Julio Sayão
Enviado por Julio Sayão em 30/01/2006
Reeditado em 30/05/2006
Código do texto: T105955
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Sobre o autor
Julio Sayão
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 93 anos
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