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E -- O NÚMERO SEIS - SÍMBOLO DO EQUILÍBRIO.

   Vamos iniciar a abordagem de um tema dos mais importantes: "As Grandes Leis".
   Mas, primeiro, vamos falar sobre o número 6:
O número 6 é representado graficamente por uma estrela de seis pontas, chamada hexagrama. Essa estrela é formada por dois triângulos equiláteros entrelaçados, um com o vértice para cima, outro com o vértice para baixo. Essa estrela tem vários nomes: Estrela de Davi, Signo de Salomão, Estrela de Israel, Duplo Logos. Considerada o símbolo judaico por excelência, tem vários significados esotéricos: significa, por exemplo, a Divindade projetando-se na Sua criação. Representa, também, o espírito e a matéria.
   Vou ilustrar isso contando uma história verdadeira: aí pelo século III, da nossa era,  na Mesopotâmia (região entre os rios Tigre e Eufrates, no Oriente Médio), um místico chamado Mani, Manés  ou Maniqueu, apresentou-se como o missionário de uma religião universal de salvação, a que chamou "Maniqueísmo".
   Protegido  pelo rei Chapur I, fez varias viagens  ao Estremo Oriente, onde pretendia criar comunidades. Posteriormente, foi perseguido pelo rei Bahram I, que o mandou crucificar.
   Mani pregava a coexistência  e a luta eterna de dois princípios: um bom, simbolizado pela luz; outro mau, representado pelas trevas e identificado com a matéria.  "Maniqueísmo" passou a designar qualquer doutrina baseada na coexistência de dois princípios opostos: o do bem e o do mal.
   Voltaremos, mais tarde, a falar do número 6.
   Vamos, então, abordar o tema principal deste ensaio: AS GRANDES LEIS.
   Falaremos sobre cinco dessas leis.
   Evidentemente, esse tema não cabe num só ensaio. Portanto, começaremos com a maior dessas leis. Aquela da qual todas as outras derivam: a chamada Lei da repetição analógica, também conhecida como Lei de Thoht.
   As outras quatro são: a Lei da Evolução, a Lei da Reencarnação, a Lei de Causa e Efeito e a Lei do Plano da Criação.
Falemos de Thoht:
   De tempos em tempos, surge, na humanidade,  uma grande alma -- um Avatar -- que vem para indicar um preceito novo, renovar um ensinamento antigo, fundar uma nova religião, enfim, dar à humanidade um novo impulso estimulante, para revigorá-la,  por alguns milênios, na sua penosa caminhada evolutiva.    Assim foi que Thoht apareceu, entre os egípcios, como "Instrutor dos homens". Ensinou TUDO, desde práticas de agricultura, até as mais secretas filosofias de vida.
   Vocês  devem estar estranhando  a maneira de escrever o nome do Avatar. Devem estar acostumados a ver esse nome grafado como Thot ou Tot.
   A razão é muito simples: é que Thoht não é um nome , mas uma sigla: T H O H T escrevia-se, em hieróglifos, da seguinte maneira: UMA CRUZ ALÇADA (origem da nossa letra T), UMA BALANÇA (origem do H), UMA COROA CIRCULAR (origem do O), OUTRA BALANÇA e OUTRA CRUZ ALÇADA.
   Estes símbolos formavam um palíndromo, isto é, uma palavra que pode ser lida da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda.
   Significados:
   A COROA, no centro, significava que Ele era o REI, absoluto e supremo.
  As BALANÇAS, à direita e à esquerda, significavam que Ele era o supremo LEGISLADOR e o supremo JUIZ, seja em assuntos profanos ou em assuntos religiosos.
   As CRUZES ALÇADAS, à direta e à esquerda, significavam que Ele era o SUMO SACERDOTE , para o BEM e para o MAL.
   Vocês já devem ter visto ou ouvido falar em Hermes-Thoht ou Hermes Trismegisto (o três vezes grande, isto é, grande como Rei, grande como Legislador e Juiz e grande como Sacerdote).
   Isto se deve a antigos historiadores gregos, que assim denominavam o Avatar egípcio. Mas isto é uma outra história, que eu contarei no fim deste ensaio.
   Um dos mais preciosos legados de Hermes-Thoht é a chamada "Tábua das Esmeraldas", um conjunto de lâminas  que passaram à posteridade como uma síntese hermética dos seus ensinamentos.
   Dessas lâminas resultou o Tarô,  que tem desafiado os homens de todos os tempos para compreendê-lo.
   Este cuidado em ocultar a instrução, para o comum dos homens, era uma constante e foi uma conseqüência do mau uso que os iniciadas da Atlântida fizeram do conhecimento esotérico.
Então, em verdade, de tudo o que nos deixou Thoht, apenas é muito claro o enunciado de um princípio, no qual pretendia condensar a substância da Sabedoria Divina, da qual era mensageiro.
   "De fato, isto é sem falsidade, certo e verdadeiro: o que é em cima é como o que é em baixo; o que é em baixo é como o que é em cima, para fazer o milagre de uma coisa só".
   Sem alterar o sentido ou o significado oculto do princípio, é possível formulá-lo  da seguinte maneira:
   "Assim como no microcosmo, assim é, também, no macrocosmo, todas as coisas se repetindo analogicamente".
   Quando buscamos interpretar este princípio de repetição analógica universal, constatamos as seguintes afirmações colocadas nele:
   a) existe uma ordenação no Universo; nessa ordenação, sempre prevalece um mesmo arranjo sistemático e rítmico, por que as grandes coisas não são iguais às pequenas coisas; as grandes coisas  repetem as pequenas coisas como se fossem estas; repetem de maneira análoga, mas não idêntica. E essa repetição também pode ser considerada no sentido inverso, isto é, as pequenas coisas são uma repetição analógica  das grandes coisas: o macrocosmo se repete no microcosmo.
   b) A idéia de repetição por analogia traz, consigo, implícito, o conceito de escala, proporção, relação numérica, ritmo, repetição cíclica, movimento vibratório. E podemos, simultaneamente, chegar a compreender o trecho final do enunciado: "... para fazer o milagre de uma coisa só ..." por que podemos associá-lo com o que dizem antiquíssimos Textos Sagrados, referindo-se  à  criação do universo: "O Verbo de Deus é a causa original; o Verbo Divino multidiferenciou-se  harmoniosamente, manifestando todas as coisas existentes. Tudo o que existe, todas as coisas, grandes ou pequenas, provêm do Verbo Divino e a Ele retornarão, ciclicamente".
   Em que é importante, para nós, o conhecimento desta Grande Lei?
   Evidentemente ele nos abre um larguíssimo horizonte para o estudo e a compreensão do relacionamento entre as  pequenas coisas e as grandes coisas, entre o objetivo e o subjetivo, entre efeitos e causas, entre o Homem e a Divindade.
   Estudando o átomo, o Homem compreende o Sistema Solar; estudando as vidas mineral, vegetal e animal, o Homem aprende sobre si mesmo, onde todas essas vidas têm representação. Estudando a si mesmo, o Homem aprende sobre os seus semelhantes, por que encontra, em sua própria natureza, a mistura das peculiaridades e paixões de toda a humanidade. Conhecendo-se a si mesmo, o Homem adquire a compreensão da sua posição entre as pequenas e as grandes coisas. E então compenetra-se da grandiosidade da Obra Divina e tem um vislumbre do Grande Plano. Neste ponto, o Homem conscientiza-se de que faz parte desse Plano e que deve trabalhar a seu favor.
   Desta maneira, o Homem alcança uma revelação: ele descobre, em sua estrutura mental, o poder da inteligência e infere que, sendo todas as coisas relacionadas, o seu poder inteligente não é senão uma expressão, em escala, de uma Inteligência maior, com a qual está associado, por analogia. Ao descobrir-se como expressão parcial de uma Inteligência maior, o Homem  torna-se capaz de trabalhar no sentido de expressar melhor essa Inteligência Superior, aumentando o relacionamento existente.
 
   E voltemos a falar do número 6: O hexagrama é  a expressão gráfica da Lei de Thoht: o superior refletindo-se no inferior.
   Na numerologia pitagórica,  o 6 é o primeiro número perfeito, aquele cujos divisores multiplicados ou somados dão o mesmo número : (1X2X3=6; 1+2+3=6).
   Vou mostrar a vocês um estudo muito interessante, sobre o som do nome de cada vogal da nossa língua.
Antigamente, tínhamos seis vogais: A, E, I, O, U, Y
   O som do A faz vibrar o elemento AR e "mora" no coração. Esta vibração faz a união do céu com a terra, ou seja, das partes internas e externas do Ser.
   O som do E faz vibrar a própria ALMA, sob a forma de PALAVRA e "mora" na garganta.
   O som do I, faz vibrar o elemento ÉTER e "mora" na "gruta sagrada do Ser", que se localiza no fundo da cabeça, na direção de "entre os olhos". Ele estabelece a ligação com o sétimo som, que é o silêncio.
   O som do O faz vibrar o elemento FOGO e "mora" no plexo solar. Algumas correntes de pensamento chamam-no de "pequeno sol".
   O som do U faz vibrar o elemento  ÁGUA e "mora" no umbigo. Este som é o som da estabilidade emocional.
   O som do Y faz vibrar o elemento TERRA e "mora" na base da coluna. Este som é o da vitalidade física.

   No Tarô, o Arcano Maior  6, chamado por alguns de "Encruzilhada" e, por outros, de "Os Amantes" ou "Enamorados", representa o equilíbrio de caminhos opostos, a escolha entre o Bem e o Mal. É, também chamado o Arcano do Signo de Salomão; o Arcano Menor 6  representa a harmonia.
   Na CABALA, a "sefira" 6 é TIFERET, a  "encruzilhada", a "harmonia", o centro da "vitalidade".
   O sexto caminho é a "influência mediadora".
   O sexto nome da Divindade é ELOHIM, que tem seis letras e representa o Criador.
   No Gênese (Bíblia), o Homem foi criado no sexto dia.
   E vamos ficar por aqui.

   A HISTÓRIA DE HERMES THOHT
   No grande Templo de Iniciação dos Sacerdotes egípcios, chamado KUT, "A Luz", dois notáveis seres foram companheiros de "bancos escolares".
   Um deles foi Moisés, hebreu, filho adotivo da Princesa egípcia.
   O outro foi Orfeu, grego e, segundo a lenda, o primeiro estrangeiro a ser admitido, como estudante, no fechadíssimo Templo.
   Cada um deles criou, para seus povos, uma religião, aparentemente diferentes entre si, mas baseadas nos mesmos princípios da Sabedoria Eterna e de acordo com a índole e a mentalidade de cada povo.
   Surgiu, então, a religião judaica, austera e triste como o povo que mal saía da escravidão.
   E surgiu, também, a Mitologia Grega, alegre, poética e musical.
   De acordo com a Mitologia Grega, o "Olimpo" era habitado por "deuses", que se comportavam como os humanos, com seus vícios e suas virtudes.
   Hermes (o Mercúrio dos romanos),  chamado o "mensageiro dos deuses", era o deus do comércio e, também dos ladrões; usava um capacete com asas e sapatos também alados; por isso era considerado o protetor dos viajantes.  Era amigo e confidente de Zeus (Júpiter) e levava os recados amorosos para deusas e mortais por quem o Deus Supremo se apaixonava, o que acontecia com freqüência.
   Havia uma donzela chamada Io, sacerdotisa de Hera (Juno), esposa de Zeus.
   Devido aos ciúmes de Hera, Zeus transformou Io numa novilha e colocou-a num pasto secreto, onde ia visitá-la, transformado em touro.
   Apesar disto, Hera conseguiu raptá-la e confiná-la, sob a guarda de Argos (que tinha cem olhos, dos quais cinqüenta ficavam  acordados e atentos,  quando dormia com os outros cinqüenta).
   Hermes, usando seus poderes, fez adormecer os olhos de vigília de Argos e conseguiu subtrair Io do cativeiro, fugindo para o Egito, onde apareceu como Thoht ensinando TUDO àquele povo bárbaro.
   Introduziu o culto de Hathor, a Vaca Sagrada, deusa do Céu e mãe do Sol.
   Por isso, os antigos historiadores gregos chamam o Avatar de Hermes-Thoht ou Hermes Trismegisto.
















Julio Sayão
Enviado por Julio Sayão em 02/02/2006
Reeditado em 30/05/2006
Código do texto: T107180
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Sobre o autor
Julio Sayão
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 93 anos
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Julio Sayão