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C -- O NÚMERO TRÊS REPRESENTA A MANIFESTAÇÃO DIVINA

    Como  já tivemos oportunidade de alertar em outros ensaios, este não é  um estudo de Numerologia. Entretanto, onde há número, a Numerologia está presente.
    De acordo com as teorias de Pitágoras, o 1 não é um número. Número dá a idéia de quantidade, de plural.
    O 1 é a Unidade, a Mônada, o Uno, a Causa Primeira, o Princípio Criador dos números e de tudo que existe. Ilimitado, não se confunde com coisa alguma, pois encerra todas as coisas.                   Está associado a Deus ,afirmação, inteligência, integridade/integralidade. O  Absoluto, Aquele de Quem nada se  sabe, a não ser que existe.
    Ainda de acordo com as teorias de Pitágoras, o 2 também não é um número.
    O 2 é o reflexo da Divindade; é a Natureza como reflexo de Deus. A exteriorização (1) faz aparecer a polaridade (2). É a fonte de toda a multiplicidade e de toda a diversidade; o período de gestação de que tudo necessita para tomar forma; recolhe, harmoniza e assimila. Consciência e equilíbrio de forças opostas, porém cooperativas, solidárias e associadas. É a primeira manifestação do princípio ativo no plano dos fenômenos da Vida Universal e da Ordem Cósmica.
    O 2 é a diferenciação, o antagonismo, a polaridade e a dialética; os opostos, aparentemente incompatíveis e irredutíveis, porém complementares; equilíbrio dos extremos, estabilidade, união.
    O 3 é o primeiro número. O 1, atuando sobre o 2, gera o 3, como o pai, atuando sobre a mãe, gera o filho. É o primeiro número que pode ser representado por uma superfície limitada: o triângulo equilátero , com três lados iguais, formando, entre si, três ângulos iguais. O 3 e sua expressão gráfica representam a manifestação da Divindade, com seus três aspectos. É a Santíssima Trindade dos cristãos, com suas três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.      A Teosofia nomeia esses aspectos como Poder e Vontade (1º Aspecto), Amor e Sabedoria (2º Aspecto) e Inteligência Ativa e Criadora (3º Aspecto).
O 3, sendo a representação do Espírito, da elevação, da Divindade, aparece na literatura de todas as religiões e filosofias, das mais antigas às mais modernas; das mais primitivas às mais evoluídas.
Na Bíblia, o 3 aparece inúmeras vezes: os 3 primeiros filhos de Adão, únicos cujos nomes são citados (Caím, Abel e Seth); os filhos de Noé (Sem, Cam e Jafet). No Novo Testamento, o 3 aparece na visita dos “Reis Magos” (Gaspar, Baltazar e Melchior) e nos presentes que ofereceram (ouro, incenso e mirra), simbolizando, segundo Mateus, tributos [à realeza, à divindade e à paixão; na verdade, esotericamente, referiam-se  aos Aspectos de Deus (Poder, Amor e Inteligência), bem como aos 3 copos da Personalidade (físico, Astral e mental), que seriam cedidos, por algum tempo, ao Senhor Cristo; ainda, de acordo com os Evangelhos, 3 foram os dias contados da morte à ressurreição de Jesus e 3 são os dias entre a “qüinquagésima” e a “quarta-feira de Cinzas”. Qüinquagésima, também chamado “domingo gordo” ou “domingo de carnaval”, é o domingo cinqüenta dias antes do domingo de Páscoa. Quaresma são os quarenta dias entre a “quarta-feira de Cinzas” e o domingo de Ramos (início da “Semana Santa”. Também nos Evangelhos, aparecem referências às “Três Marias”. Quem são elas? – Há duas versões: a primeira de que são Maria, mãe de Jesus, Maria Madalena e Maria de Cleofas; a segunda de que são Maria, uma pecadora que ungiu Jesus com óleos perfumados, no banquete em casa de Simão, Maria de Magdala, irmã de Lázaro e Marta e Maria de Betânia (citadas nos Evangelhos de Lucas e João e que ac reditamos serem a mesma Maria Madalena.
Na Mitologia grega, são citadas as “Três Graças” (Aglaé, Eufrosina e Tália), filhas de Zeus, todas muito jóvens e belas, destinadas a espalhar a beleza e a alegria entre os homens e os deuses, Aparecem, também, as “Três Hárpias” (Aelo, Ocípete e Cele), monstros com corpo de pássaro e cabeça de mulher que, segundo a tradição, para cada homem, uma desenrolava, de um novelo, o fio da vida, outra media e a outra cortava.
Fora das tradições religiosas, o 3 tabém aparece um sem número de vezes:  por exemplo, as “Très Maruas”, estrelas que representam  o cinturão do gigante Orion, constelação austral de grande beleza. Isto sem falar do famoso romance de Alexandre Dumas “Os Três Mosqueteiros” e da história infantil “Os Três Porquinhos”.
  O terceiro Aspecto da Divindade, que é o primeiro a se manifestar, é recebido como LUZ, emanada “do Ponto de Luz na Mente de Deus”.
A Luz é o verdadeiro assunto deste ensaio.

    Outras informações sobre o número  3: no Tarô, o Arcano maior de n.º 3 é a Natureza, a Natividade e é, vulgarmente, chamado a Imperatriz e significa a Magia. Os Arcanos menores, de qualquer naipe, estão associados a Binah, a terceira “sephira” da Cabala, que se refere à Razão, à Inteligência, à Luz.

    Historieta:
    Tenho por costume, no fim de cada ensaio, contar uma pequena história, de cunho didático, para a reflexão dos leitores. Desta vez, porém, vou contar a historieta antes, para não distrair a atenção  do impacto do final dp ensaio, destinado à meditação.
    Acredito que todos já ouviram falar de Paganini. Ele foi um dos maiores violinistas de todos os tempos. Era tão genial que, em torno de sua figura, criaram-se muitas lendas que o apontavam como bruxo, ligado às forças do mal. Contam que, certa vez, estava dando um recital em Paris, quando aconteceu um fato extraordinário: teatro lotado; no meio do concerto, um estalido assustou o maestro, os músicos da orquestra e a platéia: uma das cordas do violino tinha-se rompido. Paganini continuou tocando, como se nada tivesse acontecido, utilizando, agora, somente três cordas. Logo, um novo estalido fez parar a orquestra e assustou a platéia: nova corda arrebentada. Paganini continuou, agora em duas cordas. Pela terceira vez, repetiu-se o incidente e Paganini terminou o seu concerto tocando na última corda restante.  Houve quem dissesse que Paganini teria, propositadamente, armado o episódio, para mostrar o seu virtuosismo e a sua técnica magistral.
    Não vou sugerir nenhuma interpretação. Cada um deve refletir e chegar à sua própria conclusão.                                                         Luz.
 Finalmente, vamos ao tema principal deste ensaio.
     O Sol aporta, a todo o seu Sistema, através da Luz, todas as energias divinas que lhe dão Vida. Podemos, então, dizer que Luz é Vida, Luz é Espírito, Luz é Deus.
     A Luz do Sol (com a velocidade de cerca de 300.000 Km/s) leva 8 minutos e 18 segundos para chegar à Terra.
     O nosso planeta é envolvido por uma camada de ar, chamada atmosfera. O ar contém oxigênio, que é fundamental para a vida. Os seres vivos respiram o ar, absorvem oxigênio e exalam gás carbônico (CO²).
     É aí que o Reino Vegetal exerce a sua primordial função de renovar o oxigênio do ar. Isso se dá da seguinte maneira: os vegetais verdes possuem  uma substância chamada clorofila que, em presença da Luz, absorvem gás carbônico e exalam oxigênio. Como é feito isso?
     O gás carbônico absorvido, em presença da água (H²O), combina-se com o hidrogênio e libera o oxigênio. Essa combinação com o hidrogênio (e outras substâncias extraídas do solo) produz os carbohidratos, base da alimentação dos próprios vegetais, dos animais e dos humanos.
     Portanto, a produção de alimentos, bem como a reposição do oxigênio na atmosfera, só é possível em presença da Luz. Sem Luz, os vegetais não podem exercer a “fotossíntese” ou ”função clorofiliana”, não havendo, portanto, produção de alimentos. Não havendo alimentos, não há vida para os seres orgânicos. Isto nos leva a concluir, “figuradamente”:
     
            “NÓS*  NOS ALIMENTAMOS DE LUZ”

      * Nós, os seres orgânicos: vegetais, animais e humanos.





Julio Sayão
Enviado por Julio Sayão em 05/02/2006
Reeditado em 30/05/2006
Código do texto: T108348
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Sobre o autor
Julio Sayão
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 93 anos
65 textos (39436 leituras)
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