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PRINCÍPIO, MEIO E FIM

   

    No princípio, nada existia, tudo era vazio como a ilusão que se tem do vasto oceano sem naus.
    Depois de tempos que remontam eternidades, já se configuravam as primeiras terras. O tempo passava célere, mas ainda não havia aparecido o homem, senhor de toda a criação. Senhor da terra.
    Era um imenso vazio e na escuridão das noites  nem o pio da coruja se ouvia. Tudo era nada, somente o grande silêncio que poderia amedrontar qualquer ser, se este já existisse.   Somente os deuses sabiam do destino que estava reservada para a terra.
    Somente o hálito divino  soprava do Oriente para o Ocidente. Já se ouvia o vento que devastava as pradarias até então sem nenhuma vegetação. O sol brilhava, as águas se precipitavam, o fogo surgia de todos os cantos. Era o inferno da criação.
    Os deuses sorriam diante de sua obra ainda inacabada.  Por milhares de séculos haviam idealizado aquele ambiente que já começava a se delinear sobre a imensidão das águas que  recuavam.
    Milhões de anos teriam que passar para que eles começassem a preocupar-se com sua criação maior. As feras já muito pastavam e se devoravam naquele ambiente feroz.
    O homem, como princípio de imagem e semelhança do Criador, procurava tomar forma na grande cadeia da criação universal.
    Repetição de quase tudo em outras esferas.O aproveitamento das experiências, as repetições, os princípios e desígnios dos mesmos e como última finalidade, o homem.
    No início, formas alongadas, indefinidas, sem consistência, sem mente e raciocínio. Somente o hálito divino os tocava.
    Milhares de experiências em idades sem fim. Formas se transformam e adquirem movimentos definidos. Os bandos se movem em direções diversas como animais. Enfim, a dualidade, os sexos se definem. A unicidade deixa de ser.
    Um só elemento criador. Tudo segue o que foi determinado pela Lei e sua marcha normal e as eternidades se passam.
    Primeiro alvorecer da consciência, a dúvida, o pecado e as quedas.
    Surge a dualidade na figura do demônio e este se confunde com o homem.Novamente uma procura da unicidade, buscas infinitas que geram a vida e a morte.
    Os continentes se afastam, se ajustam e afundam, raças nascem, morrem e renascem como a fênix. As consciências afloram.
    Lutas e guerras, para que tudo se complete com a redenção e o julgamento do homem pelo homem.
    Julgamento, a separação, a colheita e o mestre.Fim de século e de ciclo. Surgimento da raça do futuro. Brasil, século 21.
    Fim da ilusão para alguns e início para outros, a verdade se esclarece. O homem fica estarrecido ante sua fraqueza e impotência. Caem as mentiras.
    Guerras, desastres e sofrimentos e, ao final,o cumprimento da Lei. Manifestação do Cristo Universal.
    O homem se encontra com seu próprio destino e se redime para reinar com a própria divindade que se encontra dentro de si.

maio de 1982

Vanderleis Maia
Enviado por Vanderleis Maia em 18/03/2006
Reeditado em 07/03/2009
Código do texto: T125036
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Sobre o autor
Vanderleis Maia
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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